Veja como a imprudência dos motoristas prejudicou milhares de pessoas somente em 2026
Uma batida em um poste não termina quando o veículo para.O impacto pode derrubar cabos, danificar transformadores, interromper serviços essenciais e deixar bairros inteiros sem energia. Em Nova Friburgo, esse tipo de ocorrência cresceu de forma expressiva nos primeiros seis meses de 2026.Segundo dados da Energisa Minas Rio, foram registradas 20 colisões de veículos contra postes entre janeiro e junho, aumento de 81% em comparação com o mesmo período de 2025.A distribuidora não detalhou as causas individuais dos acidentes. Por isso, não é possível afirmar que todos decorreram de excesso de velocidade, uso de álcool ou outra conduta específica.O crescimento, porém, ocorre em um cenário marcado por episódios frequentes de imprudência, distração e desrespeito às regras de circulação, situações que aumentam o risco principalmente em vias sinuosas, durante a noite ou em períodos de maior movimento.
Cinco mil pessoas afetadas por acidentes que poderiam ser evitados
As colisões atingiram cerca de 5 mil moradores de Nova Friburgo somente neste ano.Quando um poste é danificado, residências e comércios podem ficar sem eletricidade. Dependendo do ponto atingido, hospitais, postos de saúde, sistemas de comunicação e outros serviços também podem ser prejudicados.Enquanto o motorista enfrenta os danos provocados no veículo, centenas de pessoas que não tiveram qualquer relação com o acidente podem perder energia por horas.Esse efeito coletivo transforma uma ocorrência de trânsito em problema para toda a cidade.
Prejuízo pode ultrapassar R$ 30 mil
O custo médio para substituir um poste atingido é de aproximadamente R$ 7 mil, segundo a Energisa.A conta pode aumentar bastante quando o acidente também danifica transformadores e outros equipamentos da rede. Em ocorrências mais graves, o prejuízo pode superar R$ 30 mil.De acordo com a concessionária, os custos devem ser cobrados do motorista apontado como responsável pelo acidente.Além do prejuízo material, há o risco de choque elétrico. Cabos podem permanecer energizados mesmo depois da colisão, inclusive quando não há faíscas ou sinais visíveis.
Festas aumentam circulação nas ruas e estradas
O aumento das colisões preocupa ainda mais durante o período das exposições agropecuárias e festas julinas.Esses eventos aumentam o fluxo de veículos nas áreas urbanas e nas estradas de acesso aos distritos. A movimentação também costuma se estender pela noite e pela madrugada, quando a visibilidade é menor e o cansaço pode comprometer os reflexos.Dirigir depois de consumir bebida alcoólica amplia ainda mais os riscos. A orientação é que o motorista organize previamente uma alternativa segura de transporte e não assuma a direção caso tenha bebido.Velocidade compatível com a via, distância do veículo da frente, atenção às curvas e abandono do celular enquanto dirige são medidas simples, mas decisivas.
O que fazer quando o veículo atinge um poste
Valtair Teodoro, gerente de Construção e Manutenção da Energisa Minas Rio, orienta que o motorista permaneça dentro do automóvel quando houver risco elétrico.“Em qualquer ocorrência, a principal orientação é manter distância da rede, permanecer no veículo quando houver risco elétrico e acionar imediatamente os serviços de emergência e a Energisa”, explicou.Outras pessoas não devem se aproximar, tocar no automóvel ou tentar remover cabos. A energia pode circular pelo veículo, pelo solo e por estruturas próximas.Postes caídos ou fios partidos devem ser tratados como energizados até a chegada de uma equipe técnica.A Energisa recebe chamados pelo aplicativo Energisa On, pelo WhatsApp (32) 9 8426-1352, pelo site da concessionária e pelo telefone 0800 032 0196.