Região metropolitana e Baixada Fluminense sofrem os piores impactos da falta d’água
A água pode até já ter voltado a circular em parte dos sistemas, mas isso não significa torneira cheia para todo mundo nesta sexta-feira (26). Em diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro, moradores ainda sentem os reflexos de reparos emergenciais, obra programada, rompimento de rede e impacto das chuvas sobre unidades de tratamento.O problema atinge bairros de Japeri, Itaocara, Belford Roxo, Duque de Caxias e a região de Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio. Em alguns casos, os serviços já foram concluídos ou tinham previsão de encerramento, mas a normalização do abastecimento ocorre de forma gradual e pode demorar mais nas áreas altas, nas pontas da rede e em locais mais distantes dos sistemas de distribuição.Para quem está em casa nesta sexta, o transtorno é direto: caixa d’água baixa, tarefas adiadas, comércio funcionando com limitação e famílias precisando escolher o que dá para fazer com a água armazenada.
Japeri tem suspensão nesta sexta por intervenção emergencial
Em Japeri, na Baixada Fluminense, a Águas do Rio informou que a distribuição de água precisou ser suspensa na manhã desta sexta-feira (26) em razão de uma intervenção emergencial no sistema de abastecimento da região.A previsão da concessionária era concluir o serviço até o fim da tarde. Depois disso, o fornecimento deve ser restabelecido aos poucos.As regiões afetadas são:
Bananal;
Caramujos;
Das Granjas;
Dos Eucaliptos;
Engenheiro Pedreira;
Guandu;
Marajoara;
Mucajá;
São Jorge;
São Cosme;
São Damião.
Até a regularização, a orientação é priorizar o uso da água de cisternas e caixas d’água em atividades essenciais. Tarefas que consomem mais, como lavar quintal, calçada, carro ou grande volume de roupas, devem ser adiadas.
Itaocara enfrenta novo problema após rompimento de rede
Em Itaocara, no Noroeste Fluminense, o abastecimento também foi afetado nesta semana. A Águas do Rio informou que o fornecimento de água tratada foi interrompido na quinta-feira (25) nas regiões de Cidade Seca e Juca Rocha por causa do rompimento de uma rede de distribuição causado por terceiros.Além disso, a concessionária identificou redução temporária no abastecimento em Morro do Alvino e em parte de Caxias.Equipes foram enviadas aos locais, e a retomada do fornecimento ocorre de forma gradativa após a conclusão dos serviços.A cidade já havia registrado outro problema na terça-feira (23), quando partes de Itaocara tiveram o abastecimento temporariamente paralisado para um reparo emergencial. Na ocasião, as áreas afetadas foram Morro Alvino e partes de Caxias, com previsão de normalização gradual em até 24 horas após o reparo, especialmente em áreas mais elevadas e nas extremidades da rede.Na prática, mesmo quando o conserto termina, o morador pode continuar sentindo os efeitos por algumas horas. A água precisa voltar ao sistema, ganhar pressão e chegar aos pontos mais distantes.
Obra da Cedae ainda pode refletir em Belford Roxo e Duque de Caxias
Na Baixada Fluminense, moradores de Belford Roxo e Duque de Caxias também podem enfrentar reflexos no abastecimento nesta sexta-feira.A Cedae realizou, na quinta-feira (25), das 6h às 21h, uma obra de interligação de rede na Estação de Tratamento de Água de Xerém, em Duque de Caxias. Para a intervenção, foi necessário interromper temporariamente a produção de água nas represas de Xerém e Mantiquira, que integram o Sistema Acari.A produção foi retomada após a conclusão da obra, mas a distribuição não volta ao normal de forma imediata. Segundo a orientação divulgada, o abastecimento entra em processo de normalização gradativa, podendo levar 72 horas ou prazo superior, principalmente nas pontas do sistema e em áreas elevadas.Em Duque de Caxias, as localidades afetadas são:
Xerém;
Mantiquira;
Santo Antônio;
Lamarão;
Parque Eldorado;
Chácaras Arcampo;
Chácaras Rio-Petrópolis;
Figueira;
Pilar;
Amapá;
Parque Capivari;
Santa Cruz da Serra;
Parque Paulista.
Em Belford Roxo, as áreas afetadas são:
Maringá;
Recantus;
Vale do Ipê;
Lote XV;
São Vicente;
Nova Aurora;
Wona;
Parque dos Ferreiras.
Clientes da Águas do Rio podem solicitar caminhão-pipa, sem custo, pelo telefone 0800 195 0 195, que também funciona para mensagens via WhatsApp.
Vargem Grande teve abastecimento interrompido após fortes chuvas
Na Zona Oeste do Rio, a Iguá Rio informou que as fortes chuvas que atingiram a região da Unidade de Tratamento Sacarrão, na Estrada do Sacarrão, em Vargem Grande, afetaram a operação do sistema.A paralisação começou por volta das 17h de quarta-feira (24). Após a normalização do sistema, o fornecimento de água seria retomado gradualmente, em até 24 horas.Mesmo assim, como ocorre em sistemas de abastecimento, a volta da água pode não ser percebida ao mesmo tempo por todos os imóveis. Pontos mais altos, imóveis sem reserva adequada ou trechos mais distantes podem sentir demora maior.A Iguá informou que mantém caminhões-pipa à disposição para atendimentos emergenciais, com prioridade para unidades essenciais, como hospitais, clínicas e UPAs.O atendimento da concessionária é feito pelo telefone e WhatsApp 0800 400 0509.
O que o morador deve fazer enquanto a água não normaliza
A recomendação das concessionárias é parecida em todos os casos: usar a água armazenada apenas para o essencial até que o abastecimento seja regularizado.Isso significa priorizar higiene pessoal, alimentação, limpeza básica e atendimento a pessoas que dependem de cuidado constante, como crianças, idosos e pessoas acamadas.Quando a água começa a voltar, também é comum que chegue com pressão menor nos primeiros momentos. Em alguns imóveis, o fornecimento pode oscilar antes de estabilizar.Moradores que continuam sem água, especialmente em áreas onde o prazo informado já terminou, devem entrar em contato com a concessionária responsável e registrar o pedido de atendimento. Em casos emergenciais, é importante solicitar caminhão-pipa e informar se há pessoas vulneráveis no imóvel.