Um professor da rede municipal do Rio foi atacado por um aluno de 15 anos durante uma aula na Escola Municipal Orsina da Fonseca, na Tijuca, Zona Norte da cidade. O caso aconteceu na noite de segunda-feira (10).Segundo a Secretaria Municipal de Educação, colegas de turma conseguiram conter o adolescente e interromper a ação. Policiais militares do 6º BPM (Tijuca) foram chamados para atender a ocorrência na unidade, localizada na Rua São Francisco Xavier.O professor recebeu os primeiros socorros do Corpo de Bombeiros e foi encaminhado para atendimento médico. De acordo com a Secretaria, ele sofreu ferimentos superficiais e já recebeu alta. Seu nome não foi divulgado.O adolescente também teve ferimentos leves durante a contenção, recebeu atendimento em uma unidade de saúde e foi liberado.
A ocorrência foi registrada na 18ª DP (Praça da Bandeira), responsável pela investigação. A motivação do ataque ainda não foi informada.O adolescente foi autuado por ato infracional análogo à tentativa de homicídio e encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. O professor ainda deverá prestar depoimento.A autuação não representa uma decisão definitiva sobre o caso. Por envolver um menor de idade, o procedimento seguirá as regras previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. A identidade do estudante será preservada.
Escola recebe equipe de apoio
A Secretaria Municipal de Educação informou que uma equipe interdisciplinar permanece na Escola Municipal Orsina da Fonseca para prestar acolhimento aos alunos e funcionários.Psicólogos e assistentes sociais estão oferecendo apoio psicossocial à comunidade escolar após o episódio. Não foram divulgadas informações sobre possíveis mudanças no funcionamento da unidade.
Sindicato cobra reforço nas escolas
Emnota divulgada após o ataque, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) manifestou solidariedade ao professor e preocupação com agressões contra trabalhadores dentro das unidades de ensino.A entidade pediu uma atuação mais efetiva dos governos estadual e municipal e defendeu o reforço das equipes escolares, com profissionais como inspetores e agentes de portaria.O sindicato também afirmou que a violência no ambiente escolar não está restrita à rede pública ou ao Rio de Janeiro e não deve ser tratada como parte normal da rotina de professores, estudantes e funcionários.A investigação prossegue na 18ª DP. Até o momento, não foi informado o que teria motivado o ataque.
Telefones úteis
Polícia Militar: 190 Para crimes em andamento, risco imediato ou emergência policial.SAMU: 192 Para urgências e emergências médicas.Corpo de Bombeiros: 193 Para salvamentos, resgates e acidentes com vítimas.Disque 100 Para denúncias de violações dos direitos de crianças e adolescentes.