Unidades ainda não informaram uma previsão do retorno às aulas
O retorno às aulas previsto para esta segunda-feira, 3 de agosto, não aconteceu da mesma maneira para todos os estudantes da rede pública do Rio de Janeiro. Em três escolas, as salas permaneceram fechadas depois de novos furtos contra o patrimônio das unidades.Os casos foram registrados em Curicica, Paciência e Pedra de Guaratiba. Em duas escolas, os criminosos cortaram e levaram cabos da rede elétrica. Na terceira, dez aparelhos de ar-condicionado recém-adquiridos foram roubados.Embora as três interrupções estejam relacionadas a furtos, existe uma diferença administrativa entre as unidades. Os Cieps Heitor dos Prazeres e Raul Ryff pertencem à rede estadual. Já o Ciep Doutor Joaquim Pimenta, em Curicica, integra a rede municipal da cidade do Rio.
O Ciep Brizolão 305 Heitor dos Prazeres, em Pedra de Guaratiba, teve cabos cortados e levados. Sem energia elétrica, a unidade não conseguiu receber os estudantes na retomada das atividades.O mesmo problema atingiu o Ciep Brizolão 312 Raul Ryff, em Paciência. O furto comprometeu o funcionamento da escola e também impediu o retorno das aulas nesta segunda-feira.Até a publicação desta reportagem, não havia previsão informada para a conclusão dos reparos nem para a retomada das atividades nas duas unidades estaduais.
Pais fizeram rifa para comprar aparelhos
A situação doCiep Doutor Joaquim Pimenta, localizado na Rua Vila Aurora, em Curicica, reúne prejuízo financeiro e frustração para a comunidade escolar.A escola já havia sido alvo de outros furtos de aparelhos de ar-condicionado. Diante do problema, pais e responsáveis se organizaram para tentar recuperar a climatização das salas.Uma rifa foi criada para arrecadar dinheiro e ajudar na aquisição de novos equipamentos. A mobilização permitiu que os aparelhos fossem comprados, mas o esforço coletivo acabou atingido por outro furto.No último sábado de julho, os dez aparelhos novos foram roubados. O prejuízo é estimado em aproximadamente R$ 60 mil.Sem os equipamentos e diante da necessidade de avaliar as condições da unidade depois do crime, a escola não abriu para a volta às aulas nesta segunda-feira.O episódio é ainda mais grave porque não foi a primeira invasão enfrentada pela comunidade escolar. Os pais haviam assumido parte da responsabilidade financeira para repor o que já tinha sido levado e, mesmo assim, os novos equipamentos voltaram a ser furtados.Ainda não foi divulgado quando as três escolas terão condições de receber novamente os estudantes.