Cartão de crédito 'Auxílio Lagosta' com lagostas e refeição de luxo ao fundo.

“Auxílio lagosta” para vereadores de Nova Friburgo está perto de ser aprovado

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Proposta da Mesa Diretora prevê pagamento de R$ 50 por dia útil aos 21 parlamentares da Câmara Municipal

Tem assunto que ultrapassa os corredores da política e rapidamente chega às ruas, aos grupos de WhatsApp e às mesas de almoço da cidade. Em Nova Friburgo, a votação do auxílio-alimentação para vereadores entrou justamente nesse território.

A Câmara Municipal volta a discutir nesta terça-feira, 26 de maio, a proposta que cria um vale-alimentação para os 21 parlamentares da Casa.

O projeto estava previsto para votação no último dia 12, mas acabou retirado de pauta após a repercussão provocada por reportagem publicada pelo EcoSerrano.

Agora, o tema retorna ao plenário em um ambiente muito mais sensível politicamente.

A proposta da Mesa Diretora altera a Lei Municipal nº 4.996/2023 e estabelece um auxílio de R$ 50 por dia útil para os vereadores. Na prática, cada parlamentar poderá receber cerca de R$ 1 mil por mês em benefício alimentar.

Ao longo de um ano, o impacto estimado ultrapassa R$ 120 mil apenas com os pagamentos aos parlamentares.

Nos bastidores da cidade, a principal comparação feita por moradores envolve os servidores municipais que recebem atualmente cerca de R$ 180 mensais de auxílio-alimentação — valor que representa aproximadamente R$ 9 por dia.

A diferença entre os benefícios passou a alimentar críticas nas redes sociais e debates dentro do funcionalismo público.

Até o momento, dois vereadores já se posicionaram publicamente contra o projeto: Cláudio Damião (PT) e Marcos Marins (PSD).

O texto apresentado pela Mesa Diretora afirma que o auxílio terá natureza indenizatória, sem incorporação ao salário dos parlamentares e sem reflexos sobre outras vantagens financeiras.

A justificativa da proposta também sustenta que o modelo seguiria parâmetros já aplicados aos servidores da própria Câmara Municipal.

Mesmo assim, a discussão ganhou um peso político maior porque acontece em um período de pressão sobre gastos públicos e cobranças relacionadas à estrutura da administração municipal.

A expectativa em torno da votação cresceu nos últimos dias justamente porque o tema saiu do campo técnico e passou a mexer diretamente com a percepção popular sobre prioridades dentro do poder público.

Em uma cidade onde parte dos trabalhadores do funcionalismo convive com benefícios considerados baixos por diversas categorias, o avanço da proposta para vereadores passou a ser acompanhado de perto por moradores e servidores.

A Mesa Diretora da Câmara é composta atualmente por Dirceu Tardem (PL), presidente da Casa; Cláudio Leandro (PL), 1º vice-presidente; Evandro Miguel (MDB), 2º vice-presidente; José Carlos (União), 1º secretário; e Tia Karla (Republicanos), 2ª secretária.

A sessão desta terça-feira deve ocorrer a partir das 18h.

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