Drone sobrevoando área urbana durante episódio de violência em Brás de Pina, no Rio de Janeiro

Bandidos usam drone para lançar bomba em bairro do Rio

Imagem é desesperadora. Veja o vídeo feito por morador no momento do lançamento

Os confrontos entre grupos criminosos que disputam territórios no Rio de Janeiro passaram a incorporar uma ameaça que até pouco tempo parecia distante da realidade cotidiana das comunidades: drones usados para transportar e lançar artefatos explosivos (veja o vídeo no final do texto). Na tarde de domingo, 9 de agosto, moradores do Conjunto Quitungo, em Brás de Pina, na Zona Norte da cidade do Rio, relataram momentos de forte tensão em meio a uma intensa troca de tiros entre criminosos rivais. Informações divulgadas por páginas locais e pelo repórter Bruno Assunção apontaram que cerca de seis drones capazes de lançar artefatos explosivos estariam sobrevoando áreas de Brás de Pina e Cordovil. Registros publicados nas redes sociais também mencionaram drones e explosivos na região do Quitungo. Até a publicação desta reportagem, o EcoSerrano não localizou confirmação oficial da Polícia Militar ou da Polícia Civil sobre o número de drones nem sobre a atribuição do ataque a um grupo criminoso específico. Por isso, informações que relacionam a ação à chamada “Tropa do Peixão” devem ser tratadas como relatos ainda dependentes de confirmação oficial.

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Moradores ficam expostos a uma nova forma de confronto

A utilização desses equipamentos altera a dinâmica dos conflitos armados dentro das comunidades. O risco já não está restrito às ruas ou aos locais onde ocorre a troca direta de tiros. Um equipamento sobrevoando casas pode ampliar a área potencialmente atingida e deixar moradores sem saber exatamente de onde parte a ameaça. O episódio do Quitungo não aparece isoladamente. Na semana passada, outro artefato lançado por drone atingiu o telhado de uma residência durante um confronto na região do Complexo da Penha. Reportagem da Veja também registrou que a Polícia Civil já vinha acompanhando a utilização de drones pelo crime organizado para diferentes finalidades. Segundo a publicação, outros episódios envolvendo explosivos transportados por drones foram registrados neste ano em Brás de Pina, no Complexo da Penha e no Jardim América. A frequência das ocorrências levou a Polícia Civil a criar, em março, uma estrutura dedicada ao enfrentamento do uso criminoso de aeronaves não tripuladas, segundo informações divulgadas pela mesma reportagem.

Do confronto nas ruas para uma ameaça também pelo alto

Durante décadas, moradores de áreas dominadas por grupos armados conviveram principalmente com incursões terrestres, barricadas e confrontos entre criminosos rivais ou operações policiais. Os registros recentes acrescentam outro componente à insegurança: o espaço aéreo acima das próprias casas. Isso muda até a percepção de proteção de quem tenta permanecer dentro de casa durante uma troca de tiros. Portas e paredes oferecem alguma separação em relação ao que acontece na rua, mas um artefato lançado do alto amplia a imprevisibilidade da situação. No Quitungo, os relatos deste domingo indicam que o confronto envolveu tiros e sobrevoos de drones. Não há, no material disponível, confirmação de feridos ou informação oficial sobre danos provocados pelos artefatos. A Polícia Militar pode ser acionada pelo 190 em situações de emergência ou crime em andamento.

Telefones úteis

Polícia Militar: 190 Para crimes em andamento, risco imediato ou emergência policial. Disque-Denúncia: 181 Para repassar informações de forma anônima sobre crimes.

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