Operação do MPRJ em bingos clandestinos na Zona Norte do Rio

Bingos clandestinos são desativados em locais tradicionais do Rio

Ações terminaram com 325 máquinas apreendidas, mais de R$ 71 mil em dinheiro e 16 pessoas conduzidas à delegacia

Dois bingos clandestinos localizados em áreas tradicionais da Zona Norte do Rio de Janeiro foram alvos de uma operação do Ministério Público nesta quinta-feira (6). As ações aconteceram na Tijuca e na Praça da Bandeira e fazem parte de uma investigação sobre a chamada “nova cúpula do jogo do bicho”. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), os estabelecimentos estariam vinculados à estrutura financeira da organização investigada. A operação começou na Tijuca, a partir de um mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa. Durante as buscas, documentos e registros encontrados no local levaram os investigadores até um segundo endereço. Era outro estabelecimento na Rua Barão de Ubá, na Praça da Bandeira. Diante das informações encontradas, o Ministério Público solicitou à Justiça, em caráter de urgência, um novo mandado de busca e apreensão.

SIGA O ECOSERRANO NO INSTAGRAM: https://www.instagram.com/ecoserrano/

325 máquinas e mais de R$ 71 mil

No estabelecimento da Tijuca, foram apreendidas 212 máquinas caça-níqueis e R$ 12.844 em dinheiro. Sete pessoas foram conduzidas à delegacia. Na Praça da Bandeira, os investigadores encontraram outras 113 máquinas, além de uma arma de fogo, munições e R$ 58.569 em espécie. Nove pessoas foram levadas para a delegacia. Somadas, as duas ações resultaram na apreensão de 325 máquinas caça-níqueis e R$ 71.413 em dinheiro. Ao todo, 16 pessoas foram conduzidas. O cumprimento das medidas mobilizou a Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ, Polícia Civil, Instituto de Criminalística Carlos Éboli e policiais do Núcleo de Apoio às Operações Especiais da Polícia Militar.

Investigação começou após operação de 2024

A apuração sobre a denominada “nova cúpula” avançou a partir da análise de dados encontrados em celulares apreendidos durante a Operação Fissão, realizada em outubro de 2024. De acordo com o Ministério Público, mensagens analisadas durante a investigação apontaram uma atuação integrada de Rogério Costa de Andrade e Silva, Vinicius Pereira Drumond e Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, citados pelo órgão como lideranças da organização investigada. A partir dessas informações, relatórios de inteligência passaram a identificar uma rede de bingos clandestinos que, segundo o MPRJ, teria ligação com o grupo. Em uma ação anterior, realizada em um imóvel na Rua Maxwell, em Vila Isabel, outras 48 máquinas caça-níqueis já haviam sido apreendidas. As diligências continuam com o objetivo de reunir novas provas e identificar outros possíveis integrantes e estabelecimentos relacionados ao esquema investigado. O próprio MPRJ registra a operação entre as ações criminais do GAECO, grupo especializado no combate ao crime organizado.

ACOMPANHE O ECOSERRANO

Back To Top