Convidado por Cláudio Castro, Serginho deve assumir cargo em meio a investigação do MPRJ contra o governador por suspeita de fraudes e pagamento de propina
Nesta quinta-feira, entra em pauta a votação derradeira para que o vice-prefeito, Serginho, seja autorizado a se licenciar do cargo para assumir como Superintendente da Subsecretaria de Programas Especiais do Estado. A subsecretaria faz parte da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras (Seinfra). Ao que parece, segundo alega o vice-prefeito, o convite surgiu do próprio Governador Cláudio Castro (PL).Por conta da suspensão das atividades na Câmara, devido a casos de Covid-19, a votação que estava marcada para a última semana, precisou ser adiada.Após os vereadores confirmarem a liberação de Serginho, a Câmara deve decretar no dia seguinte ou até a próxima segunda-feira, 6, e o vice-prefeito estará enfim apto para assumir o cargo. Serginho deve assumir o novo posto ainda no início de junho.
Polêmica
Na primeira votação, realizada em 28 de abril, em uma sessão quente, os vereadores que votaram a favor da licença de Serginho, alegaram que a presença de um membro do Executivo friburguense dentro do Estado, traria mais recursos e melhorias para o município.A vereadora Vanderleia Abrace Essa Ideia (PP), em seu momento de fala ironizou o fato de que o vice-prefeito assumiria um cargo sem grande expressão. A vereadora disse ainda que a real intenção da prefeitura é tirar Serginho do município. “Pra onde Serginho vai é um carguinho, não é no primeiro e nem no segundo escalão do Governo. A prefeitura quer aprovar essa emenda porque quer se livrar do vice-prefeito, quer ver longe de Nova Friburgo”.
Termômetro
A proximidade do Executivo friburguense com a administração de Cláudio Castro tem rendido algumas promessas de investimentos em Nova Friburgo. De olho na continuidade do projeto político no Estado, a Prefeitura tem caminhado ao lado de Castro, que tem correspondido.No entanto, o cenário atual para o Governador, ao que parece, está estremecido. Na última semana, segundo informou o G1, a desembargadora Maria Augusta Vaz Monteiro de Figueiredo votou contra os pedidos de anulação do acordo de delação que cita suposto pagamento de propina ao governador Cláudio Castro (PSC).De acordo com a reportagem, o MPRJ investiga o atual governador por suspeita de fraude na compra de mais de um milhão de cestas básicas durante a pandemia da Covid-19. Segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o prejuízo pode chegar a R$ 3,4 milhões. O inquérito do MP apura a atuação da Fundação Leão XIII, na contratação das empresas All In One Comunicação; e Cesta de Alimentos Brasil.