Registro foi feito pelo Projeto Aventura Animal em parceria com o Inea. Veja o vídeo
Não foi uma passagem rápida pela trilha, nem apenas um vulto atravessando a mata. Desta vez, a câmera registrou um momento mais calmo: uma onça-parda macho, adulta, parou e descansou diante do equipamento instalado no Parque Estadual dos Três Picos, no interior do Rio (Veja os dois vídeos ao longo do texto).A cena foi divulgada pelo Projeto Aventura Animal, que mantém ações de monitoramento da fauna em parceria com o Inea. Para quem acompanha a vida silvestre da Região Serrana, o registro tem um peso especial. Ver um animal desse porte circulando com tranquilidade em uma área protegida ajuda a mostrar a importância da preservação das matas e dos corredores naturais usados pela fauna.A publicação do projeto resumiu o sentimento de quem trabalha com esse tipo de monitoramento: “Você não vai acreditar que uma onça-parda parou para descansar em frente à câmera”. O grupo também destacou que é gratificante ver um macho adulto tão à vontade diante do equipamento.
Câmeras de monitoramento são usadas justamente para isso: registrar o que quase nunca seria visto de perto por visitantes, pesquisadores ou moradores. Sem barulho, sem aproximação humana e sem interferir no comportamento dos animais, os equipamentos revelam parte da rotina da fauna.No caso da onça-parda, o registro chama atenção porque mostra o animal em um comportamento tranquilo. Ela não apenas passou pelo local. Ela parou, ficou diante da câmera e descansou.Esse tipo de imagem costuma aproximar o público de uma realidade que existe no interior do estado, mas quase sempre longe dos olhos da maioria das pessoas. O Parque Estadual dos Três Picos abriga áreas de mata, trilhas, montanhas e ambientes fundamentais para diferentes espécies.
Presença da onça reforça valor das áreas protegidas
A onça-parda é um animal discreto e evita contato com pessoas. Por isso, registros como esse têm valor para projetos de conservação, educação ambiental e acompanhamento da fauna.A presença de um felino desse porte em uma unidade de conservação mostra que a área ainda oferece condições para a circulação de animais silvestres. Também reforça a necessidade de preservar matas, evitar caça, impedir descarte irregular de lixo e respeitar os limites das áreas naturais.Para moradores e visitantes, a principal orientação é simples: animal silvestre deve ser observado à distância. Ao encontrar qualquer espécie na natureza, o correto é não tentar se aproximar, não alimentar, não perseguir e não fazer barulho para provocar reação.No caso de animais feridos, acuados ou em área urbana, a recomendação é acionar os órgãos ambientais ou equipes especializadas.
Um registro que também encanta
Para o Projeto Aventura Animal, o flagrante é mais uma prova da importância do monitoramento contínuo. Para o público, é uma chance de lembrar que a vida silvestre no interior do Rio segue ativa, mesmo quando passa despercebida.Entre trilhas, montanhas e trechos fechados de mata, a onça-parda segue fazendo o que sempre fez: circulando em silêncio por um território que precisa continuar protegido.