Super Centro de Saúde de Piratininga com equipamentos avançados para exames pelo SUS em Niterói

Esta cidade do tem o melhor IDH do RJ e super centro de saúde

Unidade possui mamógrafo apontado como o mais avançado do RJ e amplia o diagnóstico precoce de doenças

Uma cidade com um dos maiores índices de desenvolvimento humano do Brasil acaba de transformar investimento público em uma estrutura capaz de reduzir filas, antecipar diagnósticos e salvar vidas. Niterói inaugurou, em Piratininga, um Super Centro de Saúde com capacidade para realizar aproximadamente sete mil exames por mês.

A unidade é o primeiro centro público de exames da Região Oceânica e reúne recursos que ainda estão distantes da realidade de muitos municípios brasileiros: ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, colonoscopia, ecocardiograma e outros procedimentos de alta demanda no Sistema Único de Saúde.

Entre os principais equipamentos está um mamógrafo apresentado pela Prefeitura como o mais avançado do Estado do Rio. Mais do que uma aquisição tecnológica, a máquina amplia a capacidade de identificar alterações suspeitas e encaminhar mulheres mais rapidamente para a investigação e o tratamento necessários.

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Tecnologia capaz de proteger a vida das mulheres

O novo aparelho não ficará limitado à realização de mamografias. A estrutura também permitirá mamotomia, punções e marcações para procedimentos cirúrgicos, reunindo etapas importantes da investigação de alterações mamárias.

Outro diferencial é a regulagem de altura, que possibilita a realização do exame em mulheres cadeirantes. A adaptação amplia a acessibilidade e evita que uma limitação física se transforme em obstáculo ao diagnóstico.

O impacto de uma estrutura desse porte pode ser medido em vidas. O câncer de mama é o tipo mais frequente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando os tumores de pele não melanoma, e a principal causa de morte por câncer na população feminina.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, a mamografia de rastreamento pode proporcionar melhor prognóstico, tratamento mais efetivo e menor impacto sobre a saúde da paciente. Quando a doença é descoberta no início, o tratamento apresenta maior potencial curativo.

Isso significa que investir em equipamentos, profissionais e acesso rápido aos exames não representa apenas modernizar uma unidade. Representa aumentar a possibilidade de uma mulher descobrir uma doença enquanto ainda há mais caminhos para combatê-la.

Desenvolvimento transformado em atendimento público

Niterói registrou Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de 0,837, segundo o IBGE. O resultado, calculado com base nos dados do Censo de 2010, colocou o município na faixa de desenvolvimento humano muito alto, na primeira posição no Estado do Rio e entre as cidades mais bem colocadas do Brasil.

O IDHM considera renda, educação e longevidade. O indicador é produzido pelo Atlas do Desenvolvimento Humano, uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e a Fundação João Pinheiro.

Um indicador elevado, porém, só se traduz em qualidade de vida quando aparece na rotina da população. No caso da saúde, isso significa reduzir a distância entre a solicitação médica e a realização do exame.

O Super Centro funciona no antigo prédio da Amil, desapropriado pela Prefeitura em maio de 2025 e reformado para receber a estrutura pública.

“A cidade tem que ser de todos”, declarou o prefeito Rodrigo Neves durante a inauguração. Segundo ele, a proposta é permitir que moradores de regiões mais distantes também tenham acesso a ressonâncias, tomografias e atendimento de qualidade, independentemente da condição financeira.

Unidade reunirá exames e especialistas

Em uma segunda etapa, o Super Centro deverá oferecer consultas em ortopedia, cardiologia, oncologia, ginecologia e reabilitação cardiológica. A concentração de exames e especialidades no mesmo espaço pode tornar mais ágil o percurso entre a suspeita de uma doença, a confirmação do diagnóstico e a definição do tratamento.

Segundo a Prefeitura, Niterói recebe uma média de 8,7 mil solicitações mensais de exames preventivos, sem considerar os procedimentos de urgência realizados diariamente. A ressonância magnética está entre as maiores demandas.

A secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, afirmou que a unidade integra uma política permanente de ampliação da rede, e não uma entrega isolada.

“Quando o prefeito investe na saúde desta forma, ele não está entregando apenas prédios e equipamentos. Está entregando cuidado, dignidade e vida”, declarou. “O SUS não é para pobre. O SUS é para todos nós.”

Fila Zero já ultrapassou 100 mil agendamentos

A nova estrutura também amplia uma estratégia iniciada em julho de 2025. Por meio do Programa Fila Zero, pacientes da rede municipal passaram a realizar procedimentos em clínicas e instituições privadas ou filantrópicas credenciadas enquanto o município reforçava a capacidade própria de atendimento.

Em maio de 2026, o programa havia ultrapassado 100 mil exames e consultas agendados. A Prefeitura informou que a demanda reprimida já havia sido eliminada em 14 especialidades e procedimentos, incluindo cardiologia, endocrinologia, ortopedia, psiquiatria, mamografia, ressonância magnética e tomografia sem contraste.

Outras filas, como as de colonoscopia, endoscopia, histeroscopia, neurologia e ultrassonografia, continuavam sendo reduzidas.

O Super Centro de Saúde passa a integrar essa rede com uma diferença fundamental: amplia a capacidade permanente do próprio município.

Quando uma cidade coloca tecnologia avançada dentro do SUS, o investimento deixa de ser apenas um número no orçamento. Ele passa a significar uma doença identificada mais cedo, uma fila menor e uma nova possibilidade de vida para milhares de pessoas.

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