Antes de show em Friburgo, sertanejo critica Lei Rouanet e é “desmascarado”

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Sertanejo criticou o incentivo a artistas por meio de dinheiro público, mas teria recebido quase R$ 3 milhões de prefeituras. Polêmica envolveu até Anitta

A dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano desembarcou em Nova Friburgo no último domingo, 15, para um show que lotou a Via Expressa, em Olaria. A apresentação, ao que tudo indica, foi organizada por uma empresa privada do setor de eventos. O show transcorreu dentro da normalidade.

No entanto, a dupla atravessa uma “polêmica de milhões”. Isso porque Zé Neto, no último dia 13, lançou provocações à cantora Anitta e criticou a Lei Rouanet em show na cidade de Sorriso, no Mato Grosso.

Em vídeo que circula nas redes sociais, o sertanejo ironizou uma tatuagem íntima da artista que acumula recordes nos serviços de streaming, e provocou ao dizer que “não depende” da Lei Rouanet. “O nosso cachê quem paga é o povo”, afirmou.

“Estamos aqui em Sorriso, no Mato Grosso, um dos estados que sustentou o Brasil durante a pandemia. Nós somos artistas que não dependemos de Lei Rouanet. O nosso cachê quem paga é o povo. A gente não precisa fazer tatuagem no ‘toba’ pra mostrar se está bem ou mal. A gente simplesmente vem aqui e canta”, discursou Zé Neto.

De fato, os recursos utilizados para pagarem a dupla veio do povo. Segundo uma apuração feita pelo Jornal O Globo, os sertanejos receberam R$ 400 mil oriundos de recursos públicos para subir ao palco.

Segundo as informações publicadas por Demétrio Vecchioli, jornalista do UOL, a dupla recebeu R$ 550 mil da prefeitura da cidade de Extrema (MG), R$ 400 mil da prefeitura da cidade de Sorriso (MT), R$ 403 mil de Sebastianópolis do Sul (SP), R$ 250 mil da prefeitura de Itabaiana (SP), R$ 253 mil da prefeitura de Colina (SP), dentre muitas outras. A quantia recebida provenientes de recursos públicos no total foi de cerca de R$ 3 milhões.

É importante ressaltar que, quanto ao show realizado no último dia 15 em Nova Friburgo, ao que parece, não houve qualquer participação da Prefeitura.

Inexigibilidade de licitação

Parte dos eventos em que a dupla normalmente se apresenta é bancado com dinheiro público. No exemplo do município de Sorriso-MT, o show foi bancado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do município por meio de um contrato com inexigibilidade de licitação. Ou seja, não houve concorrência para a definição de valores pelo serviço prestado.

Na inexigibilidade, a contratação se dá em razão da inviabilidade da competição ou da desnecessidade do procedimento licitatório. Na inexigibilidade, as hipóteses do artigo 25 da Lei 8666 de 1993, autorizam o administrador público, após comprovada a inviabilidade ou desnecessidade de licitação, contratar diretamente o fornecimento do produto ou a execução dos serviços. A prática é permitida por lei, e deve ocorrer “quando o administrador se vir diante de uma inviabilidade de competição”, como consta na Lei Geral de Licitações.

Zé Neto e Cristiano em Nova Friburgo / Crédito: Divulgação Equipe Zé Neto e Cristiano

2 comentários

Julio Rodrigues 17 de maio de 2022 - 14:03

“diga qoe eles fazem aquilo que você faz” hipócritas

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Principais shows da Expo Cordeiro vão custar mais R$ 2,2 milhões - EcoSerrano 30 de setembro de 2022 - 11:00

[…] entanto, após a polêmica envolvendo o sertanejo Zé Neto, da dupla Zé Neto e Cristiano, a “caixa preta” do sertanejo começou a ser aberta e a […]

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