Abastecimento de água no Rio e em município da Baixada Fluminense e região metropolitana podem ser comprometidos - Falta d'água - Falta de água (3)

Dias depois das falhas, moradores ainda convivem com água irregular no RJ

Falhas, reparos emergenciais e novas intervenções mantêm bairros sob risco de baixa pressão ou interrupção nesta semana

Para quem está com a caixa-d’água vazia, pouco importa se a falha começou na sexta, no domingo ou nesta segunda-feira. O problema é o mesmo: o banho precisa ser adiado, a comida depende do pouco que restou armazenado e atividades simples, como lavar louça ou usar o banheiro, passam a exigir planejamento. Nesta segunda-feira, 13 de julho, moradores de diferentes regiões do Estado do Rio ainda podem enfrentar abastecimento irregular, baixa pressão ou falta d’água. Os casos envolvem reparos emergenciais, falhas em sistemas de produção e serviços programados. Os prazos divulgados pelas companhias não significam que a água retorna imediatamente quando o trabalho termina. A normalização costuma ocorrer aos poucos e pode demorar mais nas partes altas, nas pontas da rede e em imóveis sem reservatório.

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Miracema tem manutenção emergencial nesta segunda

Em Miracema, a Águas do Rio realiza nesta segunda-feira a substituição de um registro que provocou uma obstrução no sistema de bombeamento. O serviço afeta Jardim Beverly, a parte alta de Santa Tereza, Nossa Senhora Aparecida, Morro do Demétrio e Morro da Jove. Depois da conclusão do reparo, o abastecimento será retomado gradativamente e poderá levar até 24 horas para se regularizar. Na prática, alguns imóveis podem continuar sem água mesmo após a liberação do sistema.

Guandu: reflexos podem alcançar a capital e a Baixada

Na sexta-feira, 10, uma falha em um equipamento da Estação de Tratamento de Água do Guandu obrigou a Cedae a reduzir a produção. A ocorrência poderia provocar intermitências no Centro e nas zonas Norte e Sul da capital, além de Nilópolis, Mesquita, Nova Iguaçu, Belford Roxo, Duque de Caxias, São João de Meriti e Queimados. Segundo o aviso, a regularização poderia levar até 48 horas após a normalização total da produção, principalmente em áreas elevadas e nas extremidades da rede. O material encaminhado ao EcoSerrano não traz uma confirmação posterior de que o fornecimento tenha sido completamente restabelecido em todos os bairros. Por isso, moradores que ainda enfrentam baixa pressão ou torneiras secas devem registrar a ocorrência junto à concessionária.

Italva ainda pode ter bairros sem água

Em Italva, técnicos da Cedae iniciaram no domingo, 12, um reparo emergencial na rede de distribuição do bairro Cimento Paraíso. O abastecimento foi interrompido em Guarnieri, Sambra, Sumidouro e Vila Rica. A companhia informou que a regularização completa pode levar até 48 horas após o encerramento do serviço. Quem não possui caixa-d’água ou cisterna sente o impacto primeiro. Sem reserva, tarefas básicas ficam comprometidas e a dependência de caminhão-pipa aumenta. Clientes da Cedae podem solicitar atendimento pelo número 0800 282 2195.

Praça Seca entra na lista nesta segunda

Na Rua Florianópolis, na Praça Seca, a Iguá Rio realiza uma obra de expansão da rede nesta segunda-feira. A intervenção começou às 9h e tem duração prevista de até nove horas. Durante o trabalho, o fornecimento pode ser afetado na região. Mesmo depois da conclusão, a normalização poderá levar até 48 horas. Hospitais, clínicas e UPAs têm prioridade no atendimento emergencial por caminhão-pipa. O contato da concessionária é o 0800 400 0509, também disponível pelo WhatsApp.

Cachoeiras de Macacu deve se preparar para terça-feira

Em Cachoeiras de Macacu, o problema ainda não começou, mas os moradores precisam se antecipar. Na terça-feira, 14, uma manutenção preventiva interromperá o funcionamento da Unidade de Tratamento Rio Souza, entre 9h e 16h. A redução atingirá bairros como Centro, Japuíba, Papucaia, Boca do Mato, Castália, Boa Vista, Parque Santa Luiza, São Francisco de Assis, Parque Veneza, Pedreira, Betel, Taboado, Ribeira e Gleba Colégio, entre outros. A recomendação é reservar água antes do início do serviço e adiar tarefas de alto consumo.

Quando falta água, o problema entra em casa e no comércio

Uma interrupção prolongada afeta muito mais do que o consumo para beber. Sem água, famílias precisam limitar o banho, reduzir a lavagem de roupas, improvisar a limpeza da casa e controlar o uso do banheiro. Preparar alimentos também se torna mais difícil, principalmente quando não há água suficiente para lavar ingredientes, panelas e utensílios. Nos estabelecimentos comerciais, a falta pode impedir o funcionamento normal de restaurantes, lanchonetes, padarias, salões de beleza, academias e lavanderias. Em alguns casos, o comerciante precisa comprar água, contratar caminhão-pipa ou até fechar as portas temporariamente. Escolas, creches e unidades de saúde também dependem de abastecimento regular para higiene, limpeza e atendimento ao público. A orientação das concessionárias é priorizar o uso para alimentação e higiene pessoal, deixando para depois atividades como lavagem de calçadas, carros e grandes volumes de roupa. Clientes da Águas do Rio podem buscar informações pelo 0800 195 0 195, disponível para ligações e mensagens via WhatsApp. Os comunicados informam prazos gerais de regularização, mas não confirmam a situação de cada rua ou imóvel. Moradores que continuam sem água nesta segunda-feira devem registrar o problema e guardar o protocolo de atendimento.

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