Imagem de satélite mostra dois ciclones se formando na costa brasileira.

Dois ciclones colocam o Estado do RJ na rota de instabilidade climática

Sistemas atmosféricos devem reorganizar o tempo no Sudeste e provocar reflexos importantes no Rio de Janeiro 

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A semana começou sem grandes sustos no Rio de Janeiro. Céu variando, temperaturas relativamente estáveis e aquela sensação de que maio seguiria sem grandes extremos. Só que o cenário no oceano começou a mudar rápido — e é justamente isso que pode mexer com a rotina dos próximos dias no estado.

Dois ciclones estão atuando em sequência no Brasil, segundo informações meteorológicas divulgadas na última segunda-feira (25). O primeiro já atua próximo da costa do Sudeste. O segundo começa a se formar entre o litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina nesta terça-feira (26), acompanhado de uma frente fria que sobe em direção ao Sudeste.

Embora os sistemas tenham impacto inicial mais forte na Região Sul, o Rio de Janeiro entra na faixa de influência atmosférica justamente no momento em que o oceano começa a responder. E isso costuma chegar antes da chuva.

A preocupação não gira apenas em torno de temporais. O avanço dos ciclones pode provocar aumento da agitação marítima, mudança brusca nos ventos e alteração rápida no padrão do tempo em áreas do litoral fluminense. Em cidades costeiras, pescadores, barqueiros, trabalhadores do mar e moradores próximos à orla costumam sentir primeiro os efeitos desse tipo de sistema.

Em muitos casos, o céu ainda nem fechou completamente quando o mar já começa a mudar de comportamento.

Na quarta-feira (27), a frente fria avança pelo litoral de São Paulo e se aproxima do Estado do Rio. A tendência é de aumento de nebulosidade, chuva em pontos isolados e queda nas temperaturas, principalmente durante as noites e madrugadas.

Na Região Serrana, incluindo cidades como Nova Friburgo, a mudança pode ser percebida principalmente pela queda na sensação térmica e pelo aumento da umidade. Não se trata, desta vez, de uma massa polar intensa como a da semana passada, mas o desconforto típico de tempo úmido e frio deve voltar a aparecer.

Outro ponto que costuma passar despercebido é o impacto nas estradas.

Quando sistemas assim avançam pelo Sudeste, trechos de serra frequentemente entram em condição de pista molhada, neblina e visibilidade reduzida. Para quem depende diariamente de deslocamentos entre cidades — especialmente transporte de mercadorias, ônibus intermunicipais e trabalhadores que cruzam regiões serranas ainda de madrugada — a mudança no tempo pesa diretamente na rotina.

No litoral do Rio, a combinação entre ventos marítimos e avanço da frente fria também pode deixar o mar mais perigoso nos próximos dias. Ainda que o ciclone seja classificado entre fraco e moderado, meteorologistas alertam para aumento da agitação marítima no Sul e no Sudeste.

Segundo a Climatempo, as rajadas mais fortes devem se concentrar principalmente no Sul do país, sem expectativa de um evento extremo no Rio. Mesmo assim, o deslocamento dos sistemas pelo oceano reorganiza completamente a circulação de ventos na costa brasileira.

É justamente esse tipo de mudança que costuma transformar rapidamente um dia aparentemente normal em uma sequência de chuva persistente, trânsito lento, sensação de frio e mar revolto.

O primeiro ciclone já atua no oceano próximo ao Sudeste. O segundo sistema se forma nesta terça-feira e avança rapidamente para alto-mar ao longo da quarta. As áreas com maior risco de temporais ficam entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina, oeste do Paraná e sul de Mato Grosso do Sul.

No Rio de Janeiro, o maior impacto deve aparecer na combinação entre aumento da umidade, mudança nas condições do mar, períodos de chuva e queda de temperatura no fim da semana.

Para muita gente, principalmente em cidades serranas e litorâneas, isso muda completamente o ritmo dos próximos dias.

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