A manhã deste sábado, 30 de maio, começou de forma diferente para muitos moradores do bairro Lagoinha. Em vez do silêncio típico de um fim de semana, o que se ouviu desde as primeiras horas do dia foram sucessivos estampidos vindos da área de mata localizada acima da Escola SESI (veja o vídeo abaixo).Segundo relatos encaminhados ao EcoSerrano, os sons começaram por volta das 7h e continuavam sendo ouvidos até pelo menos 11h. A duração da atividade foi o que mais chamou a atenção dos moradores.Em casas próximas, pessoas relataram terem sido despertadas pelos barulhos. Alguns moradores disseram que passaram os primeiros minutos tentando entender o que estava acontecendo, sem saber se os sons estavam relacionados a alguma ocorrência policial, atividade militar ou outra situação na região.Os relatos recebidos pela reportagem indicam que a movimentação seria ligada a treinamentos realizados pelo Exército. No entanto, até o momento, não havia confirmação oficial obtida pelo portal sobre a natureza da atividade.Além da preocupação das famílias, moradores afirmam que cães e outros animais ficaram bastante agitados com os ruídos repetitivos ao longo da manhã.“Não é apenas o barulho. O problema é acordar com sons que parecem tiros sem qualquer informação sobre o que está acontecendo”, resumiu um morador que pediu para não ser identificado.As reclamações não se limitam ao que ocorreu neste sábado. Segundo os relatos, atividades semelhantes estariam sendo percebidas durante a semana.Moradores afirmam que, em alguns dias, por volta das 23h30, são ouvidos cantos, gritos e movimentações vindas da área de mata. Também houve relatos sobre fortes clarões observados durante a noite no interior da vegetação.Outra situação mencionada envolve grupos que estariam realizando corridas pelas ruas da região nas primeiras horas da manhã. Segundo os moradores, por volta das 6h, os participantes passam cantando ou entoando palavras de ordem, o que também acaba despertando quem ainda está descansando.Entre os moradores, a principal reivindicação não é necessariamente o fim das atividades. O que muitos defendem é uma comunicação prévia mais eficiente para que a população saiba quando treinamentos ou exercícios estão programados para acontecer.A falta de informação acaba gerando insegurança, especialmente em um período em que qualquer som semelhante a disparos desperta preocupação imediata entre os moradores.O EcoSerrano recebeu vídeos que registram tanto os barulhos semelhantes a tiros quanto movimentações observadas na região. A reportagem buscará posicionamento oficial dos órgãos responsáveis para esclarecer a natureza das atividades relatadas pela população.