Comunicados foram emitidos na manhã desta segunda-feira. Veja os detalhes onde os riscos e alertas serão mais fortes
O frio que deve chegar ao Rio de Janeiro nesta semana não será apenas uma queda comum de temperatura. A partir desta terça-feira, 7 de julho, uma massa de ar polar começa a avançar sobre o estado e promete mudar o comportamento do tempo, principalmente nas áreas mais altas do Sul Fluminense e da Região Serrana.A expectativa é de noites e madrugadas muito frias, com possibilidade de geada em pontos de maior altitude e chance de mínimas negativas nas regiões tradicionalmente mais geladas do estado, como Itatiaia, Resende, áreas rurais de Barra do Piraí, Rio Claro, Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.O CEMADEN-RJ, ligado à Defesa Civil Estadual, atualizou nesta segunda-feira, 6 de julho, o cenário meteorológico para o estado. No boletim, o órgão informou que não havia registro de chuva no RJ e que a menor temperatura observada até então foi de 9,1°C em Nova Friburgo.A virada do tempo deve acontecer em etapas. Primeiro, o estado ainda terá céu claro a com poucas nuvens, passando a nublado em áreas próximas ao litoral, com possibilidade de chuva fraca isolada no fim do dia. Depois, o ar frio ganha força e passa a influenciar mais diretamente as temperaturas.
As regiões com maior chance de registrar frio intenso são justamente aquelas onde o relevo favorece a queda mais acentuada da temperatura durante a noite e a madrugada.No Sul Fluminense, a atenção se volta para Itatiaia e Resende, especialmente em áreas de altitude. Barra do Piraí e Rio Claro também aparecem entre os municípios que podem sentir de forma mais forte a chegada do ar polar.Na Região Serrana, Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis devem ter madrugadas geladas. Em Nova Friburgo, o CEMADEN-RJ já registrou 9,1°C antes da chegada mais intensa do ar frio, o que reforça a tendência de queda nos próximos dias caso o céu abra durante a madrugada.A possibilidade de geada depende de uma combinação específica: temperatura muito baixa, pouca nebulosidade, vento fraco e umidade suficiente perto da superfície. Por isso, mesmo quando há frio intenso, o fenômeno costuma aparecer de forma localizada, principalmente em baixadas, campos abertos, vales e áreas rurais de altitude.
O litoral sente a mudança de outro jeito
Na capital e nas cidades mais próximas do litoral, a queda de temperatura deve vir acompanhada de aumento de nebulosidade, vento e possibilidade de chuva fraca isolada.No município do Rio, a previsão do Alerta Rio indica mudança a partir da terça-feira, com céu parcialmente nublado a nublado, chuva fraca a moderada isolada e vento de moderado a forte de sul/sudoeste. Na quarta-feira, a capital deve ter céu nublado, chuva fraca a moderada isolada e temperatura em queda.Isso significa que o frio no litoral pode ser menos extremo do que nas áreas altas, mas a sensação térmica tende a cair com a entrada de vento e umidade. Para quem sai cedo de casa ou volta à noite, a diferença deve ser sentida principalmente entre terça e quarta-feira.
CEMADEN-RJ aponta risco muito alto de incêndio no Norte e Noroeste
O mesmo boletim que trata das condições meteorológicas também chama atenção para outro problema: o risco de incêndio florestal.Segundo o CEMADEN-RJ, o risco é muito alto nas regiões Norte e Noroeste do estado e moderado na Região Sul. Esse dado mostra o contraste típico do inverno fluminense: enquanto algumas áreas se preparam para frio intenso, outras enfrentam tempo seco, vegetação mais vulnerável e maior chance de queimadas.A ausência de chuva registrada no estado nesta segunda-feira contribui para esse quadro. Em períodos secos, qualquer foco de fogo pode se espalhar com mais facilidade, especialmente em áreas de pasto, vegetação baixa, encostas e margens de estrada.
Frio intenso não elimina o risco de fogo
Pode parecer contraditório, mas frio e risco de incêndio podem aparecer ao mesmo tempo. Isso acontece porque massas de ar frio muitas vezes chegam acompanhadas de ar mais seco, principalmente depois da passagem da frente fria.Quando o solo e a vegetação ficam secos, o risco de queimadas aumenta, mesmo com temperaturas mais baixas. Ventos fracos a moderados também podem ajudar na propagação do fogo caso haja foco ativo.Por isso, o alerta vale especialmente para áreas rurais, propriedades próximas a vegetação, margens de rodovias e regiões onde queimadas são usadas de forma irregular para limpeza de terreno.
O que muda na rotina
A partir desta terça-feira, moradores das regiões mais frias do RJ devem se preparar para madrugadas geladas. Casacos mais pesados, atenção com crianças, idosos, pessoas em situação de rua e animais domésticos passam a ser cuidados importantes.Em áreas rurais, produtores também devem acompanhar a previsão com atenção, principalmente onde há cultivo sensível à geada. A formação de gelo sobre plantas pode causar prejuízos em lavouras e hortas, especialmente quando a temperatura cai de forma brusca durante a madrugada.Na capital, Região Metropolitana e litoral, a recomendação é observar a mudança do vento e a possibilidade de chuva fraca isolada, principalmente no fim da terça-feira e durante a quarta.
Semana terá virada marcada no tempo
O Rio de Janeiro entra nesta semana com dois sinais importantes no radar: frio mais forte nas áreas altas e risco elevado de incêndio em regiões mais secas.O Sul Fluminense e a Região Serrana devem concentrar as menores temperaturas. Já o Norte e o Noroeste exigem atenção pelo risco muito alto de incêndio florestal informado pelo CEMADEN-RJ.A combinação coloca o estado diante de um cenário típico de inverno, mas com efeitos diferentes de uma região para outra. Em alguns municípios, o assunto será a chance de geada. Em outros, o maior cuidado será evitar fogo em vegetação seca. Em todos os casos, a mudança do tempo deve ser acompanhada de perto nos próximos dias.