Erosão e desmoronamento atingem terreno às margens da RJ-148, na região da Cancela, em Riograndina.

Estrada do RJ ameaça desmoronar e isolar cidades do Rio e Minas

Moradores cobram intervenção urgente. Veja o vídeo

Moradores de Riograndina, no Segundo Distrito de Nova Friburgo, estão preocupados com um processo de erosão e desmoronamento às margens da RJ-148, principal via da localidade (vídeo no final do texto).

O problema ocorre na região conhecida como Cancela, logo após a Casa de Material de Construção Santo Antônio, na altura da Rua Jacira dos Santos Borges, nº 40.

Imagens encaminhadas ao Portal EcoSerrano mostram o desmoronamento do talude, estruturas de drenagem expostas e a formação de vazios no terreno. A preocupação é que o processo erosivo continue avançando e se aproxime ainda mais da pista.

Embora não haja, até o momento, informação sobre interdição da via, moradores temem que a situação se agrave durante períodos de chuva intensa. O aumento do volume e da velocidade da água pode provocar a retirada de mais terra e ampliar os danos existentes.

Possível impacto para diferentes cidades

A preocupação da comunidade não se limita ao desmoronamento do terreno. Caso a erosão avance e comprometa a estrutura da pista, o trânsito poderá ser prejudicado ou até mesmo interrompido.

A RJ-148 é uma ligação regional importante. Além de atender Riograndina e diversas comunidades rurais, a estrada faz parte do trajeto utilizado por motoristas que circulam entre Nova Friburgo e municípios do estado do Rio de Janeiro, como Sumidouro e Carmo.

A via também integra uma das rotas de acesso a Além Paraíba, em Minas Gerais. Dessa forma, uma eventual interdição não afetaria apenas os moradores de Riograndina. O problema poderia dificultar o deslocamento entre municípios da Região Serrana e comprometer uma das ligações rodoviárias entre Nova Friburgo e o estado mineiro.

A restrição atingiria pessoas que dependem diariamente da estrada para trabalhar, estudar, acessar serviços públicos, utilizar o comércio ou viajar entre os municípios.

Também existe preocupação quanto ao risco de acidentes envolvendo veículos particulares, ônibus, motociclistas, ciclistas e pedestres que circulam pelo trecho.

DER realizou vistoria no local

Segundo informações repassadas pela Defesa Civil, a coordenadora regional do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ) esteve no local para realizar uma vistoria.

Após a avaliação das condições apresentadas no trecho, a solicitação de intervenção deverá prosseguir em caráter emergencial, conforme as informações recebidas pela comunidade.

Até o momento, não foi informado um prazo para o início dos trabalhos.

Moradores cobram agilidade

A comunidade pede que o trecho permaneça sob monitoramento e que medidas preventivas e emergenciais sejam adotadas com rapidez, principalmente diante da possibilidade de novas chuvas.

A principal preocupação é que os órgãos responsáveis não esperem o desmoronamento alcançar a pista para iniciar as obras necessárias.

Os moradores aguardam que a intervenção seja realizada antes que o problema comprometa a principal via de Riograndina, prejudique o acesso a municípios como Sumidouro e Carmo e dificulte a ligação com Além Paraíba, em Minas Gerais.

A expectativa da comunidade é que as providências sejam tomadas antes que o processo erosivo se transforme em uma emergência ainda maior.

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