Paciente em leito hospitalar com equipamentos médicos, possivelmente em estado grave.

Família acusa Prefeitura de Nova Friburgo de omissão após morte de paciente sem vaga em CTI

Filha agradeceu de forma irônica o município. Caso contrasta com agilidade em atendimento à esposa do Prefeito há cerca de 1 mês. Veja os detalhes

Acusação de omissão e dor da família

A família de Jailson Reginaldo de Medeiros Azevedo acusa a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Friburgo de omissão após a não disponibilização de um leito de CTI. Segundo a filha, Talia Azevedo, o paciente morreu após dias de espera por transferência, que já estava solicitada desde o último sábado para o Hospital Municipal Raul Sertã. A legislação prevê que, em casos de falta de vagas na rede pública, o município deve providenciar a transferência para unidades privadas ou em outros municípios.

Internação na UPA e agravamento do quadro

De acordo com relatos da filha, Jailson deu entrada na UPA de Nova Friburgo, onde foi intubado na chamada sala vermelha — área destinada a pacientes em estado crítico e risco iminente de morte, equipada para emergências graves como infartos, AVCs e traumas severos. Mesmo diante da gravidade, a transferência para o Raul Sertã não foi autorizada. Após dias de espera, o paciente não resistiu.

Revolta nas redes sociais

Nas redes sociais, Talia comunicou o falecimento e expressou dor e indignação, afirmando que houve negligência do município na busca por uma vaga de CTI. Em tom de revolta, ela mencionou o prefeito Johnny Maycon: “Com muita dor e revolta, venho informar a perda do meu pai, por negligência do município que seria a sua obrigação em buscar uma vaga no CTI. Obrigada Sr. Johnny Maycon.” A filha afirmou ainda que pretende tomar providências legais contra o município.

Diferença de tratamento

O caso reacendeu debates sobre a qualidade e a equidade no atendimento da rede municipal. Há pouco mais de um mês, a primeira-dama de Nova Friburgo, esposa do prefeito, foi internada no Hospital Raul Sertã para tratar de cálculos renais. Na ocasião, foi rapidamente medicada, teve cirurgia marcada para o dia seguinte e permaneceu em um quarto isolado, com segurança. O episódio gerou questionamentos sobre a disparidade entre o tratamento recebido por autoridades e o atendimento destinado à população em geral.

Prefeitura não respondeu

O Portal EcoSerrano buscou posicionamento junto à Subsecretaria de Comunicação da Prefeitura de Nova Friburgo, mas até o fechamento desta reportagem não havia sido emitida nenhuma nota de esclarecimento.

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