Imagem do vereador Rômulo Pimentel durante atividade legislativa. A foto ilustra reportagem sobre a sanção da lei que amplia as restrições ao consumo de produtos fumígenos em Nova Friburgo.

Fumar perto de escolas e hospitais passa a ser proibido por nova lei em Nova Friburgo

Lei já está em vigor e estabelece distância mínima de 10 metros para o consumo de cigarros, charutos, narguilés e outros produtos fumígenos

Nem sempre uma lei cria uma proibição dentro de um prédio. Em alguns casos, ela muda justamente o espaço onde muita gente acredita que ainda pode fazer o que quiser. É o caso da nova legislação sancionada pelo prefeito Johnny Maycon, de autoria do vereador Rômulo Pimentel (Podemos), que passa a proibir o consumo de cigarros, charutos, cigarrilhas, narguilés e qualquer outro produto fumígeno a menos de 10 metros de portas, janelas, entradas e saídas de instituições de saúde, instituições de ensino e prédios públicos de Nova Friburgo. A medida amplia a proteção contra o chamado fumo passivo justamente nos locais onde circulam diariamente crianças, adolescentes, pacientes, profissionais da saúde, servidores e demais usuários dos serviços públicos.

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A restrição vale para áreas externas

Embora o uso de cigarros já seja proibido em ambientes fechados de uso coletivo pela legislação nacional, a nova lei municipal avança sobre um problema recorrente: pessoas fumando muito próximas das entradas dos edifícios. Segundo o texto aprovado, a proibição vale exclusivamente para áreas externas de uso público ou comum localizadas dentro do raio de 10 metros estabelecido pela nova norma. Na prática, o objetivo é impedir que a fumaça alcance salas de aula, corredores, recepções, enfermarias e outros ambientes internos por meio de portas e janelas abertas.

Placas passam a ser obrigatórias

Outra mudança prevista na legislação é a obrigatoriedade de instalação de placas informativas. Escolas, hospitais e demais instituições abrangidas deverão afixar avisos em locais de ampla visibilidade, informando a existência da lei e disponibilizando o telefone da Vigilância Sanitária Municipal para denúncias. A fiscalização ficará sob responsabilidade da Vigilância Sanitária, que poderá atuar com apoio da Guarda Civil Municipal ou de autoridades policiais, quando necessário.

Lei prevê multas e até pedido de suspensão de alvará

O texto também estabelece sanções para quem descumprir as regras. Entre as penalidades previstas estão:
  • multa de 1.000 UFIR-RJ para estabelecimentos que descumprirem a norma;
  • multa em dobro em caso de reincidência;
  • possibilidade de solicitação de suspensão do alvará de funcionamento da instituição privada após três reincidências consecutivas;
  • multa de 100 UFIR-RJ para pessoas físicas flagradas infringindo a lei, também dobrada em caso de reincidência.

Projeto nasceu com foco na proteção do fumo passivo

Na justificativa apresentada à Câmara Municipal, Rômulo Pimentel argumentou que a proposta busca reduzir a exposição de grupos mais vulneráveis aos efeitos da fumaça do tabaco. O documento cita informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo as quais a fumaça ambiental contém milhares de substâncias químicas, incluindo agentes tóxicos e cancerígenos. Também destaca que crianças, adolescentes e pacientes com doenças respiratórias ou cardiovasculares estão entre os públicos mais suscetíveis aos efeitos do fumo passivo. Ao sancionar a proposta, o prefeito Johnny Maycon transforma o projeto em lei municipal, permitindo que as novas regras passem a integrar oficialmente a legislação de Nova Friburgo. A expectativa agora é pela regulamentação dos procedimentos de fiscalização e pela instalação da sinalização obrigatória nas instituições abrangidas pela norma.

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