Chamas avançam pela vegetação da Montanha do Caledônia, em Nova Friburgo

Incêndio avança pela Montanha do Caledônia e moradores pedem resposta urgente

Fogo se espalhou por uma extensa área de vegetação nesta sexta-feira e pode atingir habitats de animais silvestres. Veja o vídeo

Uma extensa faixa da Montanha do Caledônia foi tomada pelo fogo na tarde desta sexta-feira, 31 de julho, em Nova Friburgo. Moradores e pessoas que frequentam a região divulgaram registros das chamas e pediram que as autoridades enviem equipes rapidamente ao local (veja o vídeo no final do texto). O incêndio ocorre na região do Pico da Caledônia, no bairro Cascatinha. Segundo os relatos recebidos pelo EcoSerrano, o fogo avançou por diferentes pontos da vegetação e já podia ser visto a distância. Ainda não há uma medição oficial da área atingida. Por isso, embora moradores falem em vários hectares queimados, a dimensão exata dependerá de levantamento dos órgãos ambientais e das equipes responsáveis pelo combate. Também não foram informadas a origem do incêndio, a existência de pessoas próximas às chamas ou a mobilização de equipes até a publicação desta reportagem.

SIGA O ECOSERRANO NO INSTAGRAM: https://www.instagram.com/ecoserrano/

Área reúne vegetação e animais silvestres

A Caledônia integra o Parque Estadual dos Três Picos, unidade de conservação administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente. O parque abrange Nova Friburgo e outros quatro municípios e foi criado para proteger remanescentes de Mata Atlântica, espécies raras e ameaçadas, nascentes e áreas de grande biodiversidade. Registros oficiais já confirmaram a presença de animais como a onça-parda no Parque Estadual dos Três Picos. Em março deste ano, uma câmera instalada no Pico da Caledônia também registrou um tamanduá-mirim a mais de dois mil metros de altitude. Moradores citam ainda a circulação de felinos silvestres, lobos-guarás e outras espécies na região. A eventual presença desses animais no trecho atingido pelo incêndio, porém, ainda não foi avaliada oficialmente. O fogo pode destruir áreas utilizadas como abrigo e alimentação, além de provocar a fuga de animais para estradas, propriedades e regiões habitadas. O levantamento desses impactos costuma depender de vistorias realizadas após o controle das chamas.

Vento e vegetação seca podem favorecer avanço

A preocupação dos moradores também envolve a velocidade com que as chamas podem se espalhar em áreas de montanha. Vegetação seca, baixa umidade e vento podem ampliar o incêndio e dificultar o acesso das equipes. A região possui trechos íngremes, trilhas e vias estreitas, o que exige cuidado na circulação de veículos de emergência. As normas atuais do Núcleo Caledônia proíbem fogueiras e buscam manter livres as áreas necessárias à passagem de veículos oficiais e de socorro. O Inea informou, ao estabelecer as regras, que práticas irregulares na região oferecem riscos à conservação ambiental e à segurança dos visitantes. Até o momento, não há informação que relacione o incêndio desta sexta-feira a fogueira, balão, ação criminosa ou qualquer outra causa específica.

População não deve tentar enfrentar o fogo

Pessoas que estiverem próximas não devem tentar apagar as chamas sem equipamentos e treinamento. A orientação é manter distância da fumaça e do fogo, não entrar em trilhas atingidas e permitir a passagem dos veículos de emergência. Animais que apareçam desorientados ou feridos também não devem ser capturados sem orientação especializada. O Corpo de Bombeiros deve ser acionado imediatamente pelo telefone 193. Informações precisas sobre o acesso, pontos de referência e direção das chamas podem ajudar as equipes a localizar o incêndio. O EcoSerrano busca informações junto aos órgãos responsáveis sobre o envio de equipes, a extensão da área atingida e a situação atual do fogo. A reportagem será atualizada assim que houver retorno oficial.

Telefones úteis

Corpo de Bombeiros: 193 Para incêndios, salvamentos, resgates e situações de risco imediato. Defesa Civil: 199 Para comunicar riscos ambientais, ameaças a áreas habitadas e outras situações relacionadas a desastres. Foto de capa: Wilson Manoel

ACOMPANHE O ECOSERRANO

 
Back To Top