Fachada do Hotel Buscky, com edifícios brancos e telhados de telha, em meio à natureza.

Leilão de hotel tradicional de Nova Friburgo é marcado

Proprietários alegam ter negociado a divida e tentam barrar leilão

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Poucos lugares em Nova Friburgo carregam uma memória afetiva tão forte quanto o Hotel Bucsky. Entre temporadas de inverno, eventos empresariais, encontros familiares e fins de semana de descanso na serra, o empreendimento acabou se tornando parte da história de muita gente da cidade — e também de turistas que frequentam a região há décadas.

Por isso, a informação de que o hotel está com leilão judicial marcado acabou chamando atenção nos bastidores do setor turístico e entre moradores da cidade.

O imóvel aparece em anúncio publicado pela Rymer Leilões dentro de um processo de execução fiscal movido pelo Município de Nova Friburgo. O processo tramita na 2ª Vara Cível da comarca e envolve uma cobrança relacionada a débito de IPTU.

O primeiro leilão está marcado para o dia 15 de junho de 2026, às 12h, com lance inicial de R$ 5.533.120,10. Caso não haja arrematação, um segundo leilão está previsto para o dia 18 de junho, também ao meio-dia, com valor inicial reduzido para R$ 2.766.560,05.

O empreendimento possui cerca de 16 mil metros quadrados de terreno e mais de 5,4 mil metros quadrados de área construída. Classificado como hotel quatro estrelas, o Bucsky reúne estrutura voltada tanto para hospedagem quanto para eventos, com piscinas, quadras esportivas, academia, campos de futebol, restaurante, áreas de lazer e espaços destinados ao turismo corporativo.

A possibilidade de um imóvel desse porte ir a leilão acaba provocando uma movimentação silenciosa no setor turístico da cidade. O Hotel Bucsky não é apenas um prédio comercial. Ele faz parte de um circuito tradicional da hotelaria friburguense, especialmente ligado ao turismo de inverno e ao mercado de eventos.

Em conversa com o site Nova Friburgo em Foco, uma das sócias proprietárias confirmou a existência do leilão, mas afirmou que o departamento jurídico já adotou medidas para tentar reverter a situação junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Segundo ela, a dívida que originou a execução fiscal teria sido renegociada com a Prefeitura de Nova Friburgo e a expectativa da defesa é conseguir o cancelamento da medida judicial.

“Negociamos com a PMNF a dívida de IPTU, razão da execução, e estamos aguardando o cancelamento do leilão, a qualquer momento”, afirmou.

O Município informou que o processo de execução fiscal teve início em 2015 e está relacionado a um débito de 2012.

Enquanto o caso segue na esfera judicial, o anúncio do leilão já desperta atenção no mercado imobiliário e também entre pessoas ligadas ao turismo local. Em uma cidade onde a hotelaria faz parte da economia e da identidade regional, qualquer movimentação envolvendo um empreendimento desse porte inevitavelmente gera repercussão.

Até o momento, não há confirmação sobre eventual suspensão do leilão.

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