Foto noturna em preto e branco do Rio de Janeiro sem luz, mostrando a cidade escura.

Mais de 40h depois, 121 mil imóveis estão sem luz no Rio e Baixada

Quedas de árvores dificultam o trabalho das concessionárias, enquanto protestos são registrados na Capital e na Baixada Fluminense

O terceiro amanhecer depois do vendaval encontrou ruas ainda no escuro, alimentos ameaçados dentro das geladeiras e moradores sem uma previsão segura para retomar a rotina. Mais de 40 horas após as fortes rajadas que atingiram o Estado do Rio de Janeiro, mais de 121 mil imóveis imóveis permaneciam sem energia elétrica no começo da manhã desta sexta-feira, 31 de julho. O número resulta da soma dos balanços apresentados pelas duas concessionárias responsáveis pela distribuição no estado. A Light informou que 91 mil unidades continuavam sem fornecimento em sua área de concessão. A Enel contabilizava outras 30 mil. A interrupção se espalha por regiões diferentes, mas tem um obstáculo em comum: o grande volume de árvores e galhos que caiu sobre fios, postes e outros equipamentos da rede elétrica. As concessionárias apontam esse cenário como um dos principais fatores que atrasam os reparos. Em alguns pontos, as equipes precisam aguardar a retirada segura da vegetação para acessar a estrutura danificada e reconstruir trechos da rede.

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Zona Oeste concentra parte das falhas na Capital

Na cidade do Rio de Janeiro, os maiores impactos informados pela Light estão em Campo Grande, Bangu, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio dos Bandeirantes. Esses bairros ficam principalmente nas zonas Oeste e Sudoeste, áreas que registraram diferentes ocorrências durante o vendaval, incluindo quedas de árvores, danos em estruturas e interrupções no trânsito. Na Baixada Fluminense, os municípios com trechos mais atingidos são Nova Iguaçu e Duque de Caxias. A Light informou que trabalha com a previsão de restabelecer o fornecimento em todas as áreas sob sua responsabilidade até o fim desta sexta-feira. O prazo, entretanto, depende das condições encontradas por cada equipe e da dimensão dos danos na rede.

Sul Fluminense tem situação mais grave na área da Enel

Na área atendida pela Enel, 30 mil imóveis continuavam sem energia no início da manhã. Os maiores problemas estavam concentrados no Sul Fluminense, principalmente em Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba. A companhia informou que 98% das ocorrências provocadas pelo vendaval já haviam sido solucionadas. Os 2% restantes, porém, ainda representam dezenas de milhares de imóveis aguardando o retorno da eletricidade. A Enel atende 66 municípios fluminenses e mantém canais digitais e telefônicos para o registro de interrupções e acompanhamento das solicitações.

Demora leva moradores às ruas

A espera prolongada começou a provocar manifestações em diferentes pontos da Capital e da Baixada Fluminense. Na comunidade Bela Vista, na Taquara, moradores incendiaram lixo e fecharam ruas para protestar contra a demora no restabelecimento do serviço. Em Sepetiba, um ônibus foi depredado e deixado atravessado na pista. Lixo incendiado também foi utilizado como barricada. Na Baixada, houve manifestação na Avenida Kennedy, na região do Parque Boa Vista, em Duque de Caxias. Em Nova Iguaçu, moradores protestaram no bairro Jardim Corumbá. Os atos trouxeram novos impactos ao trânsito e ampliaram os transtornos em áreas que já enfrentavam mais de um dia sem eletricidade.

Queda de árvores exige cuidado

Moradores não devem se aproximar de fios rompidos, cabos caídos ou galhos apoiados sobre a rede elétrica. Mesmo quando não há faíscas ou outros sinais visíveis, a estrutura pode permanecer energizada. A orientação é manter distância, impedir a aproximação de outras pessoas e comunicar a ocorrência à concessionária. Em situações com risco imediato, incêndio ou ameaça à integridade de moradores, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado.

Canais de atendimento

Light
  • WhatsApp: (21) 99981-6059
  • Central de atendimento e emergência: 0800 021 0196
Enel Rio
  • WhatsApp Elena: (21) 99601-9608
  • Central de relacionamento: 0800 28 00 120
Corpo de Bombeiros: 193 Para incêndios, salvamentos, fios caídos com risco e outras emergências.

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