Mapa do Estado do Rio mostra os maiores acumulados de chuva registrados nas últimas 24 horas.

Massa de ar polar vai trazer frio extremo para o Estado do RJ nesta semana

Atualizados os riscos de chuva forte e deslizamento para os próximos dias. Rio foi a cidade que mais choveu e municípios vizinhos estão entre os primeiros

O guarda-chuva ainda será necessário em diferentes pontos do Estado do Rio, mas os casacos mais pesados devem voltar rapidamente à rotina da população. Uma frente fria de trajetória continental avança pelo Centro-Sul do país e abre caminho para a entrada de uma grande massa de ar polar, responsável por provocar queda acentuada das temperaturas nos próximos dias. Antes da chegada mais direta do ar gelado, o estado ainda enfrenta os efeitos da chuva persistente. O solo permanece encharcado em vários municípios, e a Defesa Civil mantém níveis elevados de atenção para alagamentos, elevação de rios e deslizamentos.

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A mudança de temperatura deverá ser sentida principalmente durante as noites, madrugadas e primeiras horas da manhã. As áreas mais elevadas da Região Serrana, do Médio Paraíba e do Centro-Sul Fluminense tendem a registrar o frio mais intenso, mas o declínio também deverá atingir a capital, a Região Metropolitana e outras áreas do estado. Uma frente fria continental se diferencia por avançar principalmente pelo interior da América do Sul e do território brasileiro. Esse deslocamento permite que o ar de origem polar penetre com mais força e alcance regiões distantes do litoral, provocando quedas amplas de temperatura. No briefing divulgado nesta terça-feira, 16 de junho, a Defesa Civil Estadual informou previsão de céu nublado a encoberto, com chuva fraca a moderada a qualquer momento. A temperatura mínima registrada pelo monitoramento foi de 11,4°C em Petrópolis.

Rio lidera ranking dos maiores acumulados de chuva

O levantamento divulgado pelo Cemaden-RJ às 6h50 desta terça-feira mostra que o município do Rio de Janeiro concentrou, com grande diferença, o maior acumulado de chuva nas 24 horas anteriores. Veja o ranking:
  • Rio de Janeiro: 182,0 milímetros
  • Niterói: 95,4 milímetros
  • Maricá: 54,6 milímetros
  • Duque de Caxias: 42,6 milímetros
  • Paraty: 40,0 milímetros
  • Petrópolis: 39,2 milímetros
  • Angra dos Reis: 35,0 milímetros
  • São Gonçalo: 32,8 milímetros
  • Cachoeiras de Macacu: 30,8 milímetros
  • Mangaratiba: 28,7 milímetros
Os dados reúnem informações do Alerta Rio, das defesas civis municipais, do Cemaden-RJ e do Cemaden/MCTI. O volume registrado na capital foi quase duas vezes maior que o acumulado de Niterói, segunda colocada no levantamento. Em pontos específicos da cidade do Rio, as medições continuaram subindo após a divulgação do ranking. Na Rocinha, por exemplo, as sete sirenes foram acionadas às 7h17, quando os pluviômetros indicavam 189,4 milímetros em 24 horas. Em atualização posterior, o acumulado local chegou a 224 milímetros.

Chuva mantém áreas sob risco

O risco hidrológico permanece alto no município do Rio de Janeiro e moderado nas regiões Sul I e Metropolitana. A Defesa Civil também mantém risco alto de deslizamento na capital devido aos acumulados e ao encharcamento do solo. O risco é moderado em Resende, Quatis, Porto Real, Valença, Niterói, Cachoeiras de Macacu, Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, Arraial do Cabo, Cabo Frio e São Pedro da Aldeia. Na Rocinha, equipes da Prefeitura permaneceram na Estrada da Gávea, na altura da Rua Portão Vermelho, após o rompimento de uma tubulação da concessionária Águas do Rio provocar um deslizamento pontual na noite de segunda-feira, 15. A via chegou a ser totalmente interditada, mas foi liberada posteriormente, com uma faixa ainda ocupada durante os trabalhos. Não houve vítimas. A Comlurb retirou aproximadamente 70 toneladas de terra com o apoio de 15 caminhões, três pás carregadeiras e 50 garis. A Rioluz reforçou a iluminação da área, enquanto a Fundação Geo-Rio ficou responsável por levantar os serviços necessários para uma obra de contenção e implantação de drenagem. Com o solo encharcado, moradores de áreas de encosta devem observar o surgimento de rachaduras, movimentação de muros, inclinação de postes ou árvores, barulhos incomuns e aparecimento repentino de água no terreno. Ao perceber sinais de movimentação do solo, a orientação é deixar o imóvel e acionar a Defesa Civil pelo telefone 199. Em emergências, o Corpo de Bombeiros atende pelo 193. A chuva ainda exige atenção, mas a próxima mudança já está em curso: com o avanço da massa de ar polar, o Estado do Rio deve trocar gradualmente o tempo úmido por noites e manhãs muito mais frias.

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