Projetos incluem ligação com Niterói e São Gonçalo, extensão até a Praça XV e integração da Gávea com a estação Uruguai
A expansão da rede metroviária do Rio de Janeiro possui projetos considerados prioritários pela concessionária MetrôRio. Entre eles estão a implantação da Linha 3, a conclusão do anel da Linha 1 e o prolongamento da Linha 2 até a Praça XV.As propostas foram apresentadas pelo CEO da companhia, Guilherme Walder Mora Ramalho, durante entrevista ao programa Conexão Infra, da CNN Brasil Money.Apesar do posicionamento da concessionária, o planejamento e a execução das obras dependem do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Até o momento, não foi anunciado um cronograma para a implantação dos projetos citados pelo executivo.
Uma das prioridades defendidas pelo MetrôRio é o prolongamento da Linha 2 entre o Estácio e a Praça XV, com passagem pela estação Carioca.A extensão teria entre três e quatro quilômetros e, segundo o CEO, poderia aumentar em mais de 30% a capacidade do ramal. A intervenção beneficiaria principalmente passageiros da Zona Norte e da Baixada Fluminense.O projeto também deixaria a estrutura preparada para uma futura conexão com a Linha 3, planejada para ligar a capital a Niterói e São Gonçalo.
Linha 3 é aguardada há anos
A Linha 3 é discutida há décadas, mas ainda não saiu do papel. O projeto é considerado estratégico para melhorar a mobilidade entre o Rio e os municípios do outro lado da Baía de Guanabara.Na avaliação apresentada pelo MetrôRio, a extensão da Linha 2 até a Praça XV seria uma etapa importante para permitir essa futura integração.Apesar do interesse manifestado pela concessionária, não houve anúncio de contratação, início de obras ou definição de prazo para a Linha 3.
Expansão da Linha 4 até o Terminal Alvorada
Outra proposta defendida pelo executivo é o prolongamento da Linha 4, partindo da estação Jardim Oceânico até o Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca.A ligação permitiria ampliar a integração do metrô com o sistema BRT e com linhas de ônibus convencionais. Posteriormente, o ramal poderia avançar em direção ao Recreio dos Bandeirantes.
Anel da Linha 1
A estação Gávea, atualmente em obras, também foi apontada como estratégica para a expansão do sistema.A partir da Gávea, existem dois cenários mencionados pelo CEO: a construção de um novo traçado pelo eixo da Rua Jardim Botânico em direção ao Centro ou a conexão com a estação Uruguai, na Tijuca.A ligação entre Gávea e Uruguai concluiria o chamado anel da Linha 1 e poderia reduzir o tempo de deslocamento entre as zonas Norte e Sul.
Concessionária admite participar dos investimentos
Questionado sobre a possibilidade de a concessionária financiar parte das obras em troca de alterações no contrato, Guilherme Ramalho afirmou que mecanismos de parceria público-privada e de reequilíbrio econômico-financeiro estão previstos na concessão desde 1998.Segundo o executivo, projetos ferroviários de grande porte normalmente exigem participação do poder público. Ele afirmou que a empresa possui interesse em novos investimentos, desde que existam segurança jurídica, governança e previsibilidade de demanda.“Há não só a disponibilidade como o desejo de que nós possamos participar também de novos processos. A capacidade da nossa empresa ou de outros investidores privados vai estar diretamente relacionada à segurança jurídica, à previsibilidade de demanda e ao tratamento desses riscos”, declarou.As declarações representam a visão da concessionária sobre os caminhos para a expansão do metrô. A decisão de executar as obras, definir fontes de financiamento e estabelecer cronogramas cabe ao Governo do Estado.