Veja os detalhes e como fica a situação a partir da notícia divulgada
A terça-feira começou com uma notícia ruim para quem depende de ônibus no Rio de Janeiro: a greve dos rodoviários continua.Com a paralisação mantida, os passageiros terão mais um dia de deslocamento complicado, principalmente nos horários de maior movimento. A alternativa para muita gente será recorrer ao metrô, aos trens, aos aplicativos de transporte, às vans legalizadas ou reorganizar completamente a rotina para conseguir chegar ao trabalho, à escola, a consultas médicas e a outros compromissos.A greve, iniciada à zero hora de segunda-feira, afeta linhas municipais de ônibus e também provocou reflexos no sistema BRT. Na prática, o problema não ficou restrito à falta de coletivos: a paralisação aumentou a pressão sobre outros modais e deixou estações, pontos e terminais mais cheios.
Diante da continuidade da greve, o MetrôRio informou que manterá a operação reforçada no sistema metroviário, como já havia ocorrido na segunda-feira.O sistema de trens também terá reforço para tentar absorver parte da demanda provocada pela falta de ônibus. Ao longo do dia, estão previstas 30 viagens extras além da grade convencional, com redução dos intervalos entre composições nos períodos de maior movimento, especialmente pela manhã e no fim da tarde.A operação contará ainda com reforço nas equipes de estações, segurança, manutenção e monitoramento operacional, para orientar passageiros e tentar reduzir os impactos nos momentos de maior fluxo.Mesmo assim, a tendência é de mais um dia de estações cheias, deslocamentos mais longos e dificuldade para quem precisa fazer integração entre diferentes meios de transporte.
Categoria se reúne após audiência no TRT
O Sindicato dos Rodoviários convocou uma assembleia para 11h30 desta terça-feira, na porta do Tribunal Regional do Trabalho, logo após a audiência de mediação marcada para 11h.A expectativa do sindicato é que a reunião no TRT ajude a construir uma proposta capaz de encerrar a paralisação. Até lá, a greve segue afetando diretamente a rotina dos passageiros.O presidente do sindicato, Sebastião José, afirmou que espera uma definição para evitar que os usuários continuem sendo prejudicados. Ele também defendeu que o reconhecimento da legalidade da greve representa uma vitória para a categoria, ao considerar as condições enfrentadas pelos trabalhadores nos últimos anos.Entre as reivindicações dos rodoviários estão piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais, R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados, aumento no vale-alimentação e adoção da escala de trabalho 5 por 2.
Segunda-feira teve ônibus lotados, longas esperas e corrida por alternativas
O primeiro dia de greve já havia deixado claro o tamanho do impacto para quem depende do transporte público no Rio.Passageiros relataram dificuldade para chegar ao trabalho, espera prolongada nos pontos e coletivos lotados nos horários em que parte da frota circulou. Na volta para casa, o problema se repetiu, agravado pela movimentação antes do jogo do Brasil contra o Japão, pela Copa do Mundo.Também houve relatos de aumento nos preços de corridas por aplicativo, justamente no momento em que muitos passageiros buscavam alternativas para evitar atrasos.A paralisação ainda teve registros de ônibus vandalizados, o que ampliou a preocupação sobre a operação do sistema durante o movimento grevista.
Passageiro deve se preparar antes de sair de casa
Com a greve mantida, a orientação para quem precisa circular pelo Rio nesta terça-feira é se programar com antecedência.O ideal é verificar a situação do trajeto antes de sair, considerar rotas alternativas, acompanhar os canais oficiais das concessionárias e evitar depender de apenas uma opção de transporte, principalmente nos horários de pico.Enquanto não houver acordo entre trabalhadores e empresas, a rotina dos passageiros continuará condicionada ao resultado das negociações e à decisão da categoria após a assembleia no TRT.