Corredor terá mais de 80 quilômetros e capacidade para realizar 180 mil leituras de placas por dia; Instalação será no próximo mês
As prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói firmaram um acordo para criar um cinturão digital de segurança entre as duas cidades. A integração reunirá 144 câmeras ao longo de mais de 80 quilômetros, dos acessos à Ponte Rio-Niterói até a Avenida Brasil, com capacidade para realizar mais de 180 mil leituras de placas por dia.
Não se trata da construção de uma nova via expressa, mas da formação de um corredor eletrônico sobre vias já existentes. O sistema permitirá que dados captados em uma cidade sejam compartilhados automaticamente com a central de monitoramento da outra.
O acordo foi assinado nesta terça-feira (25) pelos prefeitos do Rio, Eduardo Cavaliere, e de Niterói, Rodrigo Neves, no Centro de Operações e Resiliência, na Cidade Nova. A proposta é acelerar o rastreamento de veículos suspeitos e ampliar as investigações de crimes que ultrapassam os limites municipais.
O corredor alcançará pontos estratégicos de circulação, incluindo os acessos à Ponte Rio-Niterói, Avenida Presidente Vargas, Avenida Francisco Bicalho, Linha Vermelha, Linha Amarela e Avenida Brasil.
SIGA O ECOSERRANO NO INSTAGRAM: https://www.instagram.com/ecoserrano/
Como o cinturão eletrônico vai funcionar
Quando um veículo suspeito for identificado pelas câmeras do Rio, o sistema de Niterói poderá ser alertado. O fluxo também funcionará no sentido contrário, permitindo acompanhar deslocamentos entre as duas cidades.
A leitura automática das placas poderá ajudar a reconstruir trajetos, cruzar horários, identificar mudanças de rota e relacionar ocorrências registradas em diferentes pontos da Região Metropolitana.
A integração terá como foco principal o combate ao roubo e furto de veículos, roubo de cargas e atuação de organizações criminosas que se deslocam entre o Rio, Niterói, cidades do Leste Fluminense e municípios da Baixada Fluminense.
Segundo Eduardo Cavaliere, a Polícia Civil responde por aproximadamente 85% das solicitações de imagens e informações recebidas pelo sistema municipal de vigilância.
“Uma coisa é certa: cada vez mais vai ficar mais difícil para o criminoso e melhor para o cidadão que decide circular pela cidade. O sistema de vigilância pública permite isso. Tem que acabar com a certeza da impunidade”, declarou o prefeito do Rio durante a apresentação.
Rodrigo Neves afirmou que a cooperação poderá auxiliar tanto na prevenção quanto na investigação dos crimes.
“Esse acordo vai permitir não apenas uma antecipação ao crime, uma polícia mais proativa e menos reativa, mas também a atividade forense da Polícia Judiciária de investigação das organizações criminosas que atuam na Região Metropolitana”, disse.
CISP e CIVITAS compartilharão informações
Em Niterói, os dados serão processados pelo Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), que funciona durante 24 horas e reúne videomonitoramento, cercamento eletrônico e acionamento das forças de segurança.
A estrutura municipal possuía mais de 800 câmeras em julho, das quais cerca de 120 faziam parte do sistema inteligente de cercamento eletrônico. Os equipamentos conseguem identificar placas e características como modelo, cor, adesivos e avarias dos veículos, conforme informações da Prefeitura de Niterói.
O CISP também utiliza o ShotSpotter, tecnologia que identifica sons compatíveis com disparos de armas de fogo e indica a localização da ocorrência para permitir o acionamento das equipes de segurança.
Na capital, a integração será feita pela Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública, a CIVITAS Rio.
A estrutura possui mais de 13 mil equipamentos, incluindo mais de 3.500 supercâmeras. Em junho, a Prefeitura informou que o parque tecnológico da cidade havia alcançado 12.857 câmeras, cobrindo todos os bairros da capital. Desde 2024, o sistema contabilizou mais de 4,2 bilhões de passagens de veículos e apoiou mais de 5.200 casos.
A CIVITAS analisa os registros e repassa informações para forças de segurança e órgãos do sistema de Justiça. A integração com Niterói aumentará o conjunto de imagens disponível para cada investigação.
Muralha Digital será instalada na Ponte
O acordo terá uma nova etapa em setembro, quando está prevista a instalação de uma Muralha Digital na subida da Ponte Rio-Niterói, no lado da capital.
A estrutura fará parte do cercamento eletrônico e será utilizada para identificar veículos que cruzam a divisa entre os municípios. Os alertas produzidos poderão ser compartilhados pelas duas centrais.
O comunicado da Prefeitura do Rio não detalha quanto será investido na integração, quais das 144 câmeras já estão em funcionamento nem o prazo para que todo o corredor de 80 quilômetros esteja conectado.
Também não foram informadas, no anúncio, as regras de armazenamento dos registros, o período de conservação das imagens ou quais servidores terão autorização para acessar os dados compartilhados. A única etapa com previsão divulgada é a instalação da Muralha Digital na Ponte, programada para setembro.
ACOMPANHE O ECOSERRANO
-
Alerta Clima RJ: https://chat.whatsapp.com/EsbAm31feT09VlusGn2DiN?mode=wwt
-
EcoSerrano Sem Regras (Novo): https://chat.whatsapp.com/Kahv2KqhX1H7aPT8tGEdcs
-
ECOSERRANO NOTÍCIAS E DENÚNCIAS 2: https://chat.whatsapp.com/GN7lalJgIBy9PBH5BpVL3y
-
ECOSERRANO DENÚNCIAS E ACIDENTES 1: https://chat.whatsapp.com/FO2FkdTClIk81C0m98GTzY
-
EcoSerrano Notícias 1: https://chat.whatsapp.com/KGXiJBruQR20V2lDs7TMUF
-
EcoSerrano Notícias 2: https://chat.whatsapp.com/DgGm8fnm5yTJEdTzIKNiKc
-
EcoSerrano Notícias 3: https://chat.whatsapp.com/C5g8ANygRgrGUE1dHdSEop
-
Instagram: @ecoserrano
-
Facebook: @ecoserranoo
-
Youtube: EcoSerrano
