Fiscalização ainda retirou quase 1 tonelada de entulho. Veja os detalhes
A calçada de Copacabana, por onde passam moradores, trabalhadores, turistas, idosos, crianças e pessoas com deficiência, virou alvo de uma operação de ordenamento urbano entre a noite de quarta-feira e a madrugada desta quinta-feira, 2 de julho. A ação retirou cerca de uma tonelada de entulho das vias públicas e levou ao descarte de 30 quilos de alimentos considerados impróprios para consumo.A fiscalização foi coordenada pela Subprefeitura da Zona Sul em conjunto com a Gerência Executiva Local e percorreu alguns dos principais pontos do bairro, incluindo as avenidas Nossa Senhora de Copacabana, Siqueira Campos, Barata Ribeiro e Francisco Sá.O trabalho teve dois focos diretos: liberar a circulação nas calçadas e coibir práticas que poderiam oferecer risco à saúde pública.
Segundo a Subprefeitura, os alimentos descartados estavam sendo vendidos por ambulantes no passeio público e apresentavam irregularidades sanitárias e problemas de conservação.Entre os produtos inutilizados estavam ovos, bacon, queijo, presunto, salsichas, pão e molhos diversos. Ao todo, foram 30 quilos de alimentos retirados de circulação.A presença desse tipo de produto sem conservação adequada preocupa porque envolve itens perecíveis, muitos deles sensíveis à temperatura e ao armazenamento. Em um bairro de grande circulação como Copacabana, a venda irregular pode atingir moradores e visitantes que consomem alimentos na rua durante deslocamentos, trabalho ou lazer.
Entulho, botijão e baterias também foram encontrados
A operação também recolheu cerca de uma tonelada de entulho das calçadas. Além disso, os agentes apreenderam quatro baterias, um botijão de gás, 35 unidades de bebidas, 300 mídias, oito cadeiras e um carrinho abandonados no espaço público.A lista mostra que o problema encontrado não se limitava à venda irregular de alimentos. Havia também objetos e materiais ocupando áreas destinadas à circulação de pedestres.Em calçadas estreitas ou muito movimentadas, esse tipo de obstrução pode obrigar pessoas a desviarem pela rua, aumentar o risco de quedas e dificultar a passagem de cadeirantes, idosos, pessoas com mobilidade reduzida e responsáveis por crianças em carrinhos.
Fiscalização passou por vias movimentadas do bairro
Além das avenidas Nossa Senhora de Copacabana, Siqueira Campos, Barata Ribeiro e Francisco Sá, os agentes também percorreram as ruas Dias da Rocha, Duvivier e Bolívar.A escolha das vias reforça o caráter estratégico da operação. São áreas de grande fluxo, com comércio intenso, circulação de moradores e presença constante de turistas.Segundo a Subprefeitura da Zona Sul, o objetivo foi desobstruir calçadas e garantir mais acessibilidade aos pedestres.
Prefeitura promete manter ações na Zona Sul
O subprefeito da Zona Sul, Pedro Angelito, afirmou que a Prefeitura não vai tolerar práticas que comprometam a saúde pública ou o uso irregular do espaço urbano.“A Prefeitura não vai tolerar práticas que comprometam a saúde pública nem o uso desordenado do espaço urbano. As operações integradas continuarão sendo realizadas de forma permanente em toda a Zona Sul. Nossas equipes estão nas ruas para garantir o cumprimento das normas, promovendo uma cidade mais organizada e segura para todos”, declarou.A fala indica que novas ações devem ocorrer em outros pontos da região, especialmente em áreas com grande circulação de pessoas e histórico de ocupação irregular das calçadas.
Operação reuniu diferentes órgãos
A mobilização contou com apoio da Secretaria Municipal de Ordem Pública, por meio da Coordenadoria de Ações Territoriais Integradas, além da Comlurb, do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária, Vigilância de Zoonoses e de Inspeção Agropecuária, o IVISA-RJ, e de policiais do 19º BPM, de Copacabana.Durante a ação, equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social também realizaram 12 abordagens a pessoas em situação de vulnerabilidade que circulavam pelo bairro.A presença de diferentes órgãos mostra que esse tipo de operação envolve mais de uma dimensão da cidade: limpeza urbana, fiscalização sanitária, segurança pública, assistência social, mobilidade de pedestres e ordenamento do comércio nas ruas.
Calçada livre também é questão de segurança
Em bairros como Copacabana, a calçada não é apenas um espaço de passagem. Ela funciona como corredor diário para milhares de pessoas.Quando esse espaço é ocupado por entulho, carrinhos abandonados, cadeiras, mercadorias e estruturas improvisadas, a cidade perde fluidez e o pedestre perde segurança. Para quem tem mobilidade reduzida, o problema é ainda maior.A retirada de uma tonelada de entulho e o descarte de alimentos impróprios expõem uma rotina que muitas vezes se normaliza no dia a dia: a disputa entre circulação, comércio irregular, descarte inadequado e risco sanitário em uma das regiões mais conhecidas do Rio.A Prefeitura informou que as ações integradas continuarão sendo realizadas de forma permanente na Zona Sul.