Agentes do Detran RJ fiscalizam ferro-velho irregular em Itaboraí durante a Operação Desmonte.

Operação em ferros-velhos encontra situação escandalosa e “inacreditável”, no Rio

Dois pontos de desmontagem foram interditados pelo Detran RJ; Veja onde

Dois locais usados para desmontagem irregular de veículos foram interditados em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, durante uma ação da Operação Desmonte realizada nesta quarta-feira, 17 de junho. Segundo o Detran RJ, os estabelecimentos funcionavam sem registro e não mantinham cadastro das peças comercializadas. Durante a fiscalização, os agentes encontraram um motor de Fiat Uno, ano 1994, com registro de furto em 2023, em Duque de Caxias. O equipamento estava em um dos ferros-velhos vistoriados. De acordo com o órgão, o proprietário do local foi preso em flagrante por receptação. A ação faz parte da força-tarefa que fiscaliza o comércio irregular de peças automotivas usadas e sucatas no Estado do Rio. Além da questão criminal, os dois pontos também foram autuados por risco ambiental, já que funcionavam em terrenos de solo batido, sem proteção ao lençol freático.

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Sucatas expostas às margens da RJ-116

Um dos ferros-velhos ficava na Avenida Friburgo, às margens da Rodovia João Goulart, a RJ-116. No local, segundo o Detran, as sucatas estavam espalhadas em um terreno sem cerca, com mato alto e animais soltos. Parte do material também estava acondicionada no acostamento da rodovia, o que aumenta o risco para quem passa pelo trecho e reforça a preocupação com a ocupação irregular de áreas próximas à pista. Todo o material apreendido foi recolhido e encaminhado para empresas de reciclagem cadastradas no Detran RJ.

Outro ponto também funcionava na Rodovia João Goulart

O segundo local interditado também funcionava na Rodovia João Goulart. No espaço, os agentes encontraram sucatas expostas no acostamento, sem proteção, sem registro das peças e sem cadastro regular da empresa. A ausência de controle sobre a origem e o destino das peças é um dos principais pontos combatidos pela Operação Desmonte. Esse tipo de fiscalização busca coibir o comércio clandestino de componentes automotivos, que pode alimentar a cadeia de furtos e roubos de veículos. Para o consumidor, o cadastro regular também é importante porque ajuda a identificar a procedência das peças usadas. Sem registro, aumenta o risco de compra de material sem origem comprovada, além da dificuldade de responsabilização em caso de irregularidade.

Detran diz que fiscalização será intensificada

O presidente do Detran RJ, Carlos Eduardo Sarmento, afirmou que as ações são necessárias para dar mais segurança ao mercado de peças automotivas usadas. “Vamos intensificar as ações para que todos os comerciantes desse ramo se cadastrem e, dessa forma, garantir segurança ao consumidor final de peças automotivas usadas”, disse. Criada em 2023, a força-tarefa que fiscaliza o comércio de sucatas e peças automotivas usadas é coordenada pelo Detran RJ. A operação conta com participação das polícias Militar e Civil, Instituto Estadual do Ambiente, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Estado de Fazenda.

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