Reviravolta climática vai atingir todo território fluminense e reflexos serão sentidos já na próxima quinta-feira
Uma nova mudança no tempo começa a se desenhar para o Estado do Rio de Janeiro a partir do final da tarde desta quinta-feira, 18 de junho. A combinação entre sistemas de baixa e alta pressão deverá aumentar o transporte de umidade em direção ao Sudeste e favorecer a formação de áreas de instabilidade nos próximos dias.A projeção merece atenção principalmente porque ocorre logo após uma sequência de chuva intensa em pontos do estado. Entre segunda e terça-feira, a Rocinha, na capital, recebeu em 27 horas mais que o dobro da média histórica de precipitação esperada para todo o mês de junho.O novo sistema ainda está em formação e não significa que todas as cidades receberão chuva forte ao mesmo tempo. A previsão indica, porém, possibilidade de volumes mais expressivos em áreas da Região Serrana, do Sul Fluminense e da Região Metropolitana.O EcoSerrano publicou nesta quarta-feira a previsão detalhada para diferentes cidades do Rio entre quarta e sábado, mostrando inicialmente uma quinta-feira de tempo mais aberto e uma nova mudança prevista para o fim de semana.
A alteração será favorecida pela formação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai. Esse sistema ajudará a organizar e transportar umidade em direção ao Sul do Brasil, ampliando as condições para o desenvolvimento de nuvens carregadas.Ao mesmo tempo, uma área de alta pressão deverá se formar sobre a Argentina e avançar gradualmente para latitudes mais ao norte. A atuação combinada desses sistemas favorecerá o deslocamento da frente fria e a migração da instabilidade do Sul para parte do Sudeste.Na prática, o aumento da umidade e a chegada do sistema frontal poderão provocar uma rápida mudança no tempo. Áreas que terão períodos de sol e temperaturas mais elevadas na quinta e na sexta-feira poderão voltar a registrar aumento de nebulosidade, chuva e mudança na direção dos ventos.O processo começa a se organizar no Sul do país e deverá avançar nos dias seguintes. A velocidade do deslocamento e a posição final do sistema serão determinantes para definir quais regiões fluminenses receberão os maiores acumulados.
Serra, Sul Fluminense e Região Metropolitana no caminho da umidade
No Estado do Rio, as projeções disponíveis colocam três áreas entre as que poderão ser mais afetadas: Região Serrana, Sul Fluminense e Região Metropolitana.Na Serra, o relevo favorece o levantamento do ar úmido e pode aumentar a formação de nuvens em determinados pontos. Cidades como Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis precisam acompanhar as atualizações, principalmente caso a chuva persista por várias horas.O Sul Fluminense está mais próximo da rota inicial dos sistemas que avançam a partir de São Paulo e do Sul do país. Municípios do Médio Paraíba e da Costa Verde poderão sentir antes o aumento da nebulosidade e a chegada da chuva.Na Região Metropolitana, a combinação entre umidade marítima e avanço da frente fria também poderá favorecer períodos de instabilidade. A distribuição da chuva, contudo, tende a ser irregular, com diferenças importantes entre bairros e municípios.Não é possível afirmar, neste momento, que haverá chuva volumosa em todas essas áreas. O cenário indica potencial para acumulados mais elevados em pontos específicos, mas os volumes e os horários ainda dependerão da trajetória do sistema.
Sudeste volta a receber áreas de instabilidade
A nova rodada de instabilidade faz parte de uma mudança mais ampla no Centro-Sul brasileiro. Depois da passagem de um sistema frontal entre os dias 15 e 17, novas áreas de chuva devem se organizar a partir do dia 18.Santa Catarina, Paraná e São Paulo aparecem inicialmente entre os estados com maior possibilidade de precipitação. Conforme o sistema avançar, a umidade deverá alcançar outras áreas do Sudeste, incluindo o Rio de Janeiro.Para o território fluminense, o principal período de mudança deverá ocorrer entre o fim da semana e o fim de semana. A previsão ainda pode ser ajustada porque pequenas alterações na posição da frente fria interferem diretamente na intensidade e na distribuição da chuva.Além da população das cidades, a mudança também pode afetar atividades rurais, deslocamentos em rodovias, operações ao ar livre e áreas que permanecem com o solo encharcado após as chuvas anteriores.Em locais de serra, motoristas devem acompanhar as condições das estradas diante da possibilidade de neblina, baixa visibilidade, pista molhada e quedas de galhos ou árvores. A necessidade de atenção será maior caso os acumulados aumentem durante várias horas consecutivas.As próximas atualizações dos institutos meteorológicos serão fundamentais para indicar os municípios mais expostos, o horário provável da chegada da frente fria e a estimativa de chuva. O EcoSerrano acompanhará as mudanças na previsão ao longo dos próximos dias.