Página do Instagram identifica friburguense em ato golpista e ele exclui redes sociais

Quatro ônibus teriam saído de Nova Friburgo rumo a Brasília. Ex-ocupantes do Tiro de Guerra também apagaram postagens e excluíram redes sociais

Na tarde do último domingo, 8, cerca de quatro mil bolsonaristas, invadiram Brasília-DF, e protagonizaram cenas de barbárie, vandalismo, violência e atitudes que diversos órgãos da imprensa nacional, internacional e órgãos do judiciário consideraram como atos golpistas e, até mesmo, terroristas. Ao que parece, o ato foi orquestrado e teve a ajuda da PM do DF, bem como a ciência do governador Ibaneis Rocha e do Secretário de Segurança Pública, o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres. Ambos estão afastados dos cargos Diante das cenas, o STF, o Ministério da Justiça, além de diversos perfis nas redes sociais e artistas engajados na luta pela democracia, criaram vários canais para que a população ajudasse a denunciar os suspeitos de participarem do ato. Cerca de 1,2 mil pessoas já foram presas. Segundo informações colhidas pelo EcoSerrano, quatro ônibus lotados teriam saído da cidade rumo à capital federal. Ainda na tarde de domingo, alguns moradores da região teriam sido identificados por milhares de pessoas. Estas pessoas teriam feito questão de postar fotos e vídeos nas redes sociais, mostrar o rosto e compartilhar a própria publicação. Os conteúdos viralizaram e logo foram compartilhados em diversas redes. Por conta da repercussão negativa e, diante das ordens do Ministro do STF, Alexandre de Moraes, para identificar e prender quem participou dos atos, estas pessoas teriam apagado as postagens e excluído as redes sociais.

Perfil no Instagram ajuda a identificar supostos golpistas

Um perfil criado no Instagram viralizou neste domingo ao compartilhar fotos e expor os nomes dos envolvidos no ataque antidemocrático ao Congresso, Supremo e ao Palácio do Planalto. A conta, chamada ‘Contragolpe Brasil’, já soma quase 1 milhão de seguidores. Na página é possível ver nesta postagem um dos suspeitos que, em vídeo, mandou um “alô” para Nova Friburgo.  De acordo com algumas informações obtidas pelo EcoSerrano, o friburguense ainda estaria em Brasília. O portal também descobriu que ele é prestador de serviços em uma empresa no ramo da construção civil. Muitos manifestantes identificados já foram demitidos e/ou exonerados de seus cargos públicos.

Postagens apagadas

Com medo da reação da justiça, diversos bolsonaristas que por quase dois meses ocuparam as dependências do Tiro de Guerra, começaram a apagar algumas postagens em suas redes sociais. Outros também trancaram seus perfis ou até mesmo excluíram eles. Entre eles um vereador de Nova Friburgo, que apagou algumas de suas postagens em que aparecia em fotos dentro da ocupação golpista. No entanto, o vereador, em certa ocasião, defendeu o ato antidemocrático em sessão oficial na Câmara Legislativa (que é gravada).
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