Painel eletrônico da Câmara Municipal de Nova Friburgo mostra votação sobre o veto ao Auxílio Lagosta.

Por 10 a 9, vereadores de Nova Friburgo aprovam Vale Alimentação

Chamado de “Auxílio Lagosta”, parlamentares poderão receber R$ 1 mil por mês

A Câmara Municipal de Nova Friburgo decidiu, na manhã desta terça-feira, 30, manter vivo um dos projetos mais polêmicos do ano legislativo. Por 11 votos a 9, os vereadores derrubaram o veto do prefeito Johnny Maycon ao chamado Auxílio Lagosta, como ficou conhecido o vale-alimentação de R$ 50 por dia para parlamentares que requisitarem o benefício. A votação não apenas confirmou a aprovação do gasto. Ela também expôs uma inversão política pouco comum: o líder do governo na Câmara, Isaque Demani, orientou voto contra o veto do próprio prefeito. Na prática, defendeu a derrubada da decisão de Johnny Maycon e a manutenção do benefício aos vereadores. Do outro lado, a vereadora Maiara Felício, do PT, orientou voto a favor do veto do prefeito. Ou seja: votou e orientou contra a criação do Auxílio Lagosta.

SIGA O ECOSERRANO NO INSTAGRAM: https://www.instagram.com/ecoserrano/

Como a votação funcionou

A votação era sobre o veto do prefeito. Por isso, o placar precisa ser lido de forma inversa ao que pode parecer à primeira vista. Quem votou contra o veto votou a favor da manutenção do Auxílio Lagosta. Quem votou a favor do veto votou contra a criação do benefício. O resultado final foi de 10 votos contra o veto e 9 votos a favor do veto. Com isso, a Câmara derrubou a decisão do prefeito e manteve a aprovação do auxílio-alimentação para os parlamentares.

Quem votou a favor do Auxílio Lagosta

Votaram contra o veto do prefeito e, portanto, a favor da manutenção do Auxílio Lagosta: Ângelo Gaguinho (PL) Bruno Silva (MDB) Carlinhos do Kiko (PL) Cascão do Povo (Podemos) Dirceu Tarden (PL) Isaque Demani (PL) Janio de Carvalho (União) Max Bill (MDB) Tia Karla (Republicanos) Wallace Piran (PL) Evandro Miguel (MDB)

Quem votou contra o Auxílio Lagosta

Votaram a favor do veto do prefeito e, portanto, contra a criação do Auxílio Lagosta: Christiano Huguenin (PP) Cláudio Damião (PT) Ghabriel do Zezinho (Solidariedade) Joelson do Pote (PDT) José Carlos Schuabb (União) Maiara Felício (PT) Maicon Gonçalves (Mobiliza) Marcos Marins (PSD) Rômulo Pimentel (Podemos)

Quem não votou

Não votaram: Claudio Leandro (PL)

Líder do governo ficou contra o prefeito

O ponto político mais forte da sessão foi a posição de Isaque Demani. Mesmo sendo líder de governo na Câmara, ele orientou os vereadores a votarem contra o veto de Johnny Maycon. Na prática, o líder do governo se posicionou contra a decisão do prefeito e a favor da manutenção do Auxílio Lagosta. A movimentação deixou ainda mais evidente o racha em torno do tema. De um lado, parte dos vereadores sustentou que o benefício deveria ser mantido. De outro, parlamentares defenderam a manutenção do veto e barraram a criação de mais um gasto aos cofres públicos. A posição de Maiara Felício também chamou atenção. A vereadora do PT orientou voto a favor do veto do prefeito, ficando contra o Auxílio Lagosta.

Benefício amplia desgaste político da Câmara

O Auxílio Lagosta ganhou esse apelido em meio à forte repercussão pública sobre a criação de um vale-alimentação para vereadores. O benefício prevê R$ 50 por dia para parlamentares que requisitarem o pagamento. A discussão ocorre em uma cidade que convive com cobranças constantes por melhorias em áreas como saúde, infraestrutura, educação, transporte, serviços públicos e atendimento à população. A derrubada do veto coloca a Câmara novamente sob pressão. Agora, os vereadores que votaram pela manutenção do benefício passam a responder politicamente pela decisão de criar mais uma despesa ligada ao mandato parlamentar. O resultado também impõe desgaste ao governo Johnny Maycon. Embora o prefeito tenha vetado o projeto, o veto caiu com voto contrário do próprio líder do governo na Câmara.

O que fica decidido

Com a votação desta terça-feira, a Câmara Municipal derrubou o veto do prefeito e manteve a aprovação do Auxílio Lagosta. O placar apertado, de 10 a 9, mostra que o tema dividiu o Legislativo quase ao meio. Mas, no resultado final, prevaleceu a posição favorável ao benefício. A decisão confirma a criação do vale-alimentação de R$ 50 por dia para vereadores que requisitarem o pagamento e deve manter a repercussão política nos próximos dias.

ACOMPANHE O ECOSERRANO

Back To Top