Danos ao patrimônio no Hospital Raul Sertã

Portão instalado há um dia é danificado no Hospital Raul Sertã

Secretário de Saúde atribuiu o dano a vandalismo; câmeras de segurança, se estivessem em funcionamento, poderiam identificar autores

Um portão de ferro instalado na quinta-feira, 30 de julho, no Hospital Municipal Raul Sertã, apareceu danificado menos de um dia depois. As imagens foram divulgadas na manhã desta sexta-feira, 31, pelo secretário municipal de Saúde, Gabriel Wenderroschy, que atribuiu o estrago a um ato de vandalismo. Na publicação, o secretário criticou a depredação do patrimônio público e pediu que usuários respeitem os equipamentos mantidos com recursos do Município.
Portão danificado e cadeiras destruídas no Hospital Municipal Raul Sertã, em Nova Friburgo
Secretário de Saúde divulgou imagens de um portão danificado e de cadeiras destruídas no Raul Sertã; Prefeitura é questionada sobre segurança e câmeras.
O dano ainda não teve autoria identificada publicamente. Também não foi informado se houve registro policial, imagens de monitoramento ou abertura de procedimento interno para apurar o episódio. O caso não seria isolado. O próprio secretário também divulgou imagens de cadeiras adquiridas em 2024 e entregues ao hospital em 2025. Em registros recentes, parte do mobiliário aparece com revestimentos rasgados, peças quebradas e espuma exposta.

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Secretário cobra respeito aos equipamentos

Gabriel Wenderroschy afirmou que a Prefeitura realiza intervenções e investimentos no hospital, mas parte do trabalho acaba prejudicado quando equipamentos recém-instalados precisam ser consertados ou substituídos. Na avaliação dele, a depredação impede que os recursos sejam direcionados a outras melhorias necessárias na unidade. A crítica ao mau uso do patrimônio público é legítima. Equipamentos hospitalares, portas, mobiliário e estruturas de atendimento pertencem à população e são adquiridos com recursos públicos. A responsabilidade por preservar esses bens não elimina, porém, outra obrigação: garantir mecanismos de segurança capazes de inibir danos, proteger usuários e identificar quem comete furtos ou atos de depredação.
Cadeiras novas entregues ao Hospital Municipal Raul Sertã em 2025
Cadeiras novas foram entregues em 2025 na unidade hospitalar de Nova Friburgo

Lei municipal prevê câmeras no hospital

A publicação do secretário acabou trazendo novamente ao centro da discussão uma cobrança antiga sobre o Raul Sertã. Segundo as informações encaminhadas ao EcoSerrano, existe legislação municipal determinando a instalação de câmeras de segurança em toda a unidade hospitalar. A presença de monitoramento poderia ajudar em diferentes frentes. Além de inibir atos de vandalismo, as câmeras poderiam auxiliar na identificação de responsáveis e contribuir com investigações sobre furtos e outros crimes registrados dentro do hospital. Até o momento, não foi esclarecido se o sistema previsto na legislação já foi instalado parcialmente, se existe cronograma para ampliação ou se a Prefeitura enfrenta algum impedimento técnico, contratual ou financeiro.

Furtos também são relatados dentro da unidade

O Raul Sertã recebe grande circulação de pacientes, acompanhantes, servidores e prestadores de serviço durante todo o dia. A unidade também é alvo recorrente de relatos de furtos de celulares, carteiras e outros objetos pertencentes a pacientes e acompanhantes. Há registros de ocorrências levadas à Polícia Civil, mas não foram apresentados números consolidados sobre a quantidade de casos, os locais mais vulneráveis dentro do hospital ou quantas ocorrências tiveram autoria identificada. A ausência de informações públicas sobre monitoramento e segurança amplia a cobrança por medidas concretas.

Crítica à imprensa e pergunta ainda sem resposta

Nas postagens, o secretário também questionou veículos de comunicação que divulgam problemas graves no Raul Sertã, mas não noticiam episódios de vandalismo. O comentário ocorreu após a repercussão de um vazamento que atingiu uma enfermaria do hospital nesta semana. Vídeos mostraram água caindo dentro de um quarto e acompanhantes relataram que ajudaram na retirada dos pacientes. Os dois assuntos não são excludentes. É possível denunciar a depredação praticada por usuários e, ao mesmo tempo, cobrar da Prefeitura manutenção, segurança, fiscalização e cumprimento das obrigações legais dentro da unidade. O dano ao portão e a destruição das cadeiras precisam ser investigados. Da mesma forma, permanece necessária uma resposta objetiva sobre as medidas adotadas para evitar novos episódios.

Telefones úteis

Polícia Militar: 190 Para crimes em andamento, risco imediato ou emergência policial. Disque-Denúncia: 181 Para o envio anônimo de informações que possam ajudar na identificação de autores de crimes.

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