Escola pública de Arraial do Cabo onde denúncia envolvendo professor e alunas é investigada

“Arrasou”: Professor comenta em foto de biquini de aluna de 13 anos, em Arraial do Cabo

Conduta foi considerada inadequada. Veja todos os detalhes

Um professor de uma escola pública de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio, foi afastado de suas funções após mães denunciarem um suposto comportamento inadequado com alunas de 13 anos. A Prefeitura informou que também abriu uma sindicância para apurar o caso.

Uma das situações relatadas envolve uma fotografia de biquíni publicada por uma adolescente nas redes sociais. Segundo a denúncia, o professor teria respondido à postagem com a expressão “Que isso”. Depois que a estudante enviou a figura de um coração, ele teria acrescentado: “Arrasou, meu coração não aguenta”.

As mensagens foram apresentadas pelas denunciantes como parte de um conjunto de comportamentos que consideraram impróprios na relação entre professor e alunas adolescentes.

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Mães relatam outras situações

De acordo com os relatos, o profissional também teria gravado vídeos das estudantes em situações que as famílias classificaram como constrangedoras. As mães mencionaram ainda uma proximidade e um grau de intimidade que consideraram incompatíveis com a relação entre um educador e alunas de 13 anos.

O conteúdo dessas gravações e as circunstâncias em que foram produzidas não foram detalhados no material encaminhado ao EcoSerrano. Por envolver adolescentes, nenhuma informação que permita identificar as estudantes será divulgada.

As mães afirmam que procuraram inicialmente a Secretaria Municipal de Educação, a Ouvidoria, o Conselho Tutelar e a secretaria do prefeito Marcelo Magno. Segundo elas, apesar das comunicações feitas aos órgãos, o problema não teria sido solucionado naquele primeiro momento.

Prefeitura afasta professor e abre sindicância

Em nota, a Prefeitura de Arraial do Cabo informou que afastou o profissional assim que tomou conhecimento da denúncia e instaurou uma sindicância para investigar os fatos.

O procedimento administrativo deverá apurar as circunstâncias relatadas e a eventual responsabilidade do servidor. A abertura de uma sindicância, por si só, não representa conclusão sobre culpa.

O Conselho Tutelar informou que acompanha o caso. Não foram divulgados detalhes sobre as providências adotadas pelo órgão, em razão da necessidade de preservar as adolescentes envolvidas.

Até o momento, o professor denunciado não se manifestou sobre as acusações. O espaço permanece aberto para que ele ou sua defesa apresentem posicionamento.

Telefones úteis

  • Disque 100: denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes;
  • Polícia Militar: 190, em situações de emergência;
  • Conselho Tutelar: o órgão do município pode ser procurado para comunicar suspeitas ou violações de direitos.

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