Estrutura seria o único acesso utilizado por 61 famílias; recuperação teria sido embargada durante os trabalhos. Veja o vídeo
Moradores de uma localidade situada nas proximidades do km 10 da RJ-130, na região de Campo do Coelho, em Nova Friburgo, denunciam as dificuldades enfrentadas desde o desabamento de uma ponte utilizada como acesso por aproximadamente 61 famílias (veja o vídeo no final do texto).
Segundo o relato encaminhado ao Portal EcoSerrano, a estrutura teria cedido após a passagem de um caminhão carregado com concreto. A data exata do desabamento não foi informada.
Uma intervenção para recuperar a passagem chegou a ser iniciada, mas os trabalhos teriam sido interrompidos no dia 12 de agosto de 2026, por volta das 9h, após a chegada de uma equipe do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
De acordo com a denúncia, a equipe teria embargado a obra. As razões técnicas, ambientais ou administrativas para a suposta paralisação ainda não foram oficialmente esclarecidas.

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Cerca de 61 famílias dependem da passagem
A moradora responsável pela denúncia afirma que a ponte é o único acesso utilizado por 61 famílias que vivem na região. Com a estrutura danificada e a recuperação interrompida, a população enfrenta dificuldades para entrar e sair da comunidade.
A situação pode afetar o deslocamento diário dos moradores e o acesso de veículos de emergência, transporte escolar, serviços públicos e entrega de produtos essenciais.
“Cadê o bom senso do Inea? São famílias que dependem dessa ponte e estão com o direito de ir e vir prejudicado”, questionou a denunciante.
O relato demonstra a preocupação dos moradores, mas o Portal EcoSerrano ainda busca confirmar se existe uma rota alternativa, mesmo que mais longa ou precária, para chegar à comunidade.
Obra teria sido paralisada durante a recuperação
Segundo a moradora, uma solução estava sendo executada para restabelecer a passagem quando uma equipe do Inea chegou ao local e determinou a interrupção dos trabalhos.
Ainda não foi esclarecido se a intervenção possuía todas as licenças e autorizações necessárias, se a ponte atravessa um curso d’água ou uma área ambientalmente protegida e quais adequações teriam sido exigidas para permitir a retomada da obra.
Também não há, até o momento, informação oficial sobre as condições estruturais da ponte nem sobre a responsabilidade pela manutenção e recuperação do acesso.
Uma passagem provisória foi feita, mas com as chuvas dos últimos dias, a pista feita de barro está sendo desfeita.
Moradores cobram solução emergencial
As famílias pedem que os órgãos responsáveis adotem uma solução emergencial que permita o deslocamento seguro da população enquanto as questões técnicas e ambientais são analisadas.
Os moradores defendem que eventual necessidade de licenciamento seja conciliada com a urgência social da comunidade, principalmente diante da quantidade de famílias que dependem da passagem.
A paralisação de uma obra por questões ambientais ou de segurança pode ser legalmente necessária. Entretanto, a população cobra explicações sobre os motivos do embargo, as exigências pendentes e o prazo para que uma passagem segura seja restabelecida.
O espaço permanece aberto para a manifestação dos órgãos citados. A reportagem será atualizada assim que as respostas forem encaminhadas.
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