Ônibus no Rio de Janeiro com aviso de ar condicionado e acessibilidade para cadeirantes.

Rio anuncia quatro novos terminais de ônibus em áreas com grande circulação de passageiros

Intervenções começam em junho e prometem melhorar a organização do transporte público em bairros que concentram milhares de passageiros

Quem depende de ônibus e metrô para trabalhar, estudar ou resolver compromissos pela cidade conhece bem a rotina de deslocamentos longos, pontos cheios e falta de estrutura em locais de embarque. É justamente em regiões marcadas por esse movimento intenso que a Prefeitura do Rio pretende concentrar uma nova etapa de investimentos na mobilidade urbana. A administração municipal anunciou a construção de quatro novos terminais rodoviários em pontos considerados estratégicos das Zonas Norte e Oeste da capital. As obras começam em junho e contarão com investimento de aproximadamente R$ 3,54 milhões. Os resultados dos processos licitatórios foram publicados no Diário Oficial desta segunda-feira (1º), formalizando o início das intervenções.

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Na Zona Norte, os futuros terminais serão implantados no entorno das estações de metrô Coelho Neto e Colégio, ambas localizadas na Linha 2. Os locais funcionam diariamente como importantes pontos de conexão entre ônibus e metrô para moradores de bairros como Coelho Neto, Acari, Barros Filho, Costa Barros e Irajá. Trata-se de uma das áreas mais movimentadas da cidade, cortada por importantes vias de circulação, como a Avenida Brasil e a Avenida Pastor Martin Luther King Jr. Milhares de passageiros passam pela região diariamente para acessar empregos, escolas, hospitais e outros serviços. Segundo a prefeitura, o entorno da estação Coelho Neto já vinha sendo alvo de ações de ordenamento urbano, que identificaram a necessidade de melhorias na infraestrutura voltada aos usuários do transporte público. Na Zona Oeste, os investimentos contemplarão os pontos localizados no cruzamento da Rua Álvaro Alberto com a Rua Felipe Cardoso, em Santa Cruz, e da Rua Campo Grande com a Rua Padre Pauwles, em Campo Grande. As duas regiões concentram algumas das maiores populações da cidade. O crescimento urbano registrado ao longo dos últimos anos ampliou a demanda por transporte coletivo, tornando cada vez mais necessária a criação de espaços adequados para embarque, desembarque e integração entre linhas. Para quem utiliza ônibus diariamente, a expectativa é que os novos terminais tragam mais organização operacional, conforto e melhores condições de circulação, especialmente nos horários de pico. A iniciativa reúne esforços da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos e da Secretaria Municipal de Transportes. De acordo com o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Diego Vaz, os investimentos foram direcionados para regiões que concentram grande número de passageiros e dependem fortemente do transporte coletivo para a mobilidade cotidiana. Já o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, destacou que os novos terminais buscam qualificar pontos estratégicos da cidade, oferecendo estruturas mais adequadas para embarque e integração entre diferentes modais. Mais do que novas construções, os projetos refletem uma tentativa de adaptar a infraestrutura urbana ao crescimento populacional de áreas que há anos convivem com elevada demanda por transporte. Para milhares de moradores das Zonas Norte e Oeste, a expectativa é que as mudanças contribuam para tornar as viagens diárias mais organizadas e menos desgastantes.

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