Ao menos 80 bairros em 11 cidades foram impactados por manutenções emergenciais e redução na produção de água
Famílias correndo para armazenar água, comerciantes preocupados com prejuízos e moradores temendo mais um período de torneiras secas. O Estado do Rio enfrenta uma sequência de interrupções e reduções no abastecimento que já impactam milhares de pessoas em diferentes regiões.
O abastecimento de água voltou a preocupar moradores de diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro nesta semana.
Entre paralisações emergenciais, manutenções programadas e redução na produção de água, ao menos 11 cidades fluminenses foram impactadas direta ou indiretamente pelos problemas no sistema.
A situação afeta bairros da capital, Baixada Fluminense, Região Serrana, Região dos Lagos e interior do estado.
Em muitos locais, moradores passaram o dia tentando armazenar água enquanto comerciantes já demonstram preocupação com prejuízos e possíveis impactos no funcionamento de estabelecimentos.
Chuva e água barrenta reduziram operação em Cachoeiras de Macacu
Em Cachoeiras de Macacu, a Águas do Rio informou que precisou paralisar a operação da Unidade de Tratamento Rio Souza após aumento da turbidez da água no ponto de captação.
Na prática, isso significa que a água chegou com qualidade comprometida para tratamento, situação comum durante períodos de chuva forte e alteração nos rios.
Os bairros afetados são:
Boca do Mato
Castália
Valério
Rasgo
Campo do Prado
Centro
Ganguri
Várzea
Boa Vista
Poço Verde
Goiabal
Parque Santa Luiza
São Francisco de Assis
Parque Veneza
Pedreira
Betel
Taboado
Japuíba
Forno Velho
Ribeira
Papucaia
Gleba Colégio
Moradores dessas regiões foram orientados a adiar tarefas de alto consumo.
Para muitas famílias, isso significa suspender lavagem de roupas, limpeza pesada e até reduzir banhos ao longo do dia.
Baixada Fluminense também sofre impactos
A redução temporária da produção na ETA Guandu afetou parte da capital e cidades da Baixada Fluminense.
Os impactos atingem:
São João de Meriti
Queimados
Nova Iguaçu
Belford Roxo
Duque de Caxias
Além disso, bairros do Centro e Zona Norte do Rio também podem enfrentar oscilações.
A situação preocupa especialmente comerciantes, restaurantes, salões de beleza, padarias e unidades de saúde que dependem diretamente do fornecimento contínuo de água.
Nova Iguaçu terá nova interrupção programada
Como se não bastassem os impactos atuais, moradores de Nova Iguaçu ainda terão outra paralisação programada nesta sexta-feira (22).
A manutenção será realizada no Sistema Acari, com previsão de interrupção entre 8h e 17h.
As regiões afetadas incluem:
Adrianópolis
Boa Esperança
Botafogo
Caiçara
Caioaba
Carmari
Carlos Sampaio
Corumbá
Figueiras
Geneciano
Grama
Iguaçu Velho
Jardim Natal
Jardim Real
Jardim São Vicente
Kennedy
Nossa Senhora de Fátima
Nova América
Parque Ambaí
Parque Flora
Parque São Carlos
Rancho Fundo
Rio D’Ouro
Santa Rita
Vila de Cava
Vila Fluminense
Vila Guarita
partes de Tinguazinho
partes de Carlos Sampaio
Segundo a concessionária, o abastecimento pode levar até 72 horas para normalizar totalmente em áreas elevadas e pontas de rede.
Cambuci e Engenheiro Paulo de Frontin também entram em alerta
No município de Cambuci, o abastecimento foi interrompido nesta quarta-feira (20) para manutenção programada na estação de tratamento local.
Já em Engenheiro Paulo de Frontin, bairros inteiros ficaram sem abastecimento durante manutenção preventiva realizada pela Cedae.
As localidades afetadas incluem:
Adrianino
Aguada
Barreira
Estrada Nova
Gondim
Grama
Jardim
Matadouro
Morro do Sossego
Novo Rodeio
Pacheco
Túnel 11
Túnel 12
A previsão é que o abastecimento leve até 36 horas para normalizar completamente.
Zona Oeste do Rio também terá impactos
Na capital, moradores da Freguesia, na Zona Oeste, também podem enfrentar falta d’água devido à limpeza de reservatórios realizada pela Iguá Rio.
As interrupções podem atingir ruas e condomínios em diferentes horários ao longo desta quinta-feira (21).
Segundo a concessionária, o abastecimento pode levar até 48 horas para normalizar em alguns pontos.
Região dos Lagos enfrenta interrupção emergencial
Um vazamento em uma adutora provocou interrupção no abastecimento em cinco cidades da Região dos Lagos:
Armação dos Búzios
Arraial do Cabo
Cabo Frio
Iguaba Grande
São Pedro da Aldeia
A previsão divulgada pela concessionária era de retomada gradual após conclusão do reparo emergencial.
Água deixa de ser conforto e vira preocupação diária
Em muitas cidades do Rio, episódios frequentes de interrupção no abastecimento já fazem parte da rotina dos moradores.
Quando a água falta, o impacto vai muito além da torneira seca.
Famílias precisam reorganizar toda a rotina doméstica, comerciantes acumulam prejuízos, escolas adaptam funcionamento e unidades de saúde entram em alerta.
Em áreas mais vulneráveis, onde nem todas as residências possuem cisterna ou caixa d’água adequada, a situação se torna ainda mais delicada.
Veja o total de cidades afetadas
Ao todo, os problemas de abastecimento atingem diretamente ou parcialmente 11 cidades do Estado do Rio:
Rio de Janeiro
Nova Iguaçu
Duque de Caxias
Belford Roxo
Queimados
São João de Meriti
Cachoeiras de Macacu
Cambuci
Engenheiro Paulo de Frontin
Armação dos Búzios
Arraial do Cabo
Cabo Frio
Iguaba Grande
São Pedro da Aldeia
Entenda os impactos no abastecimento
Por que tantas cidades estão enfrentando problemas? Os impactos envolvem chuva forte, aumento da turbidez da água, vazamentos e manutenções programadas em sistemas de abastecimento.
Quais regiões foram mais afetadas? Baixada Fluminense, Região dos Lagos, capital, interior e municípios serranos registraram problemas.
Quando o abastecimento será normalizado? O retorno ocorre de forma gradual e pode levar de 36 a 72 horas em algumas localidades.
Quem mais sofre com a falta d’água? Moradores sem reservatórios, pequenos comerciantes, unidades de saúde e famílias em áreas vulneráveis costumam enfrentar os maiores impactos.