Município está em alerta para “doença do morcego”

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Segundo a Prefeitura, 27 pessoas estão sob suspeita de contrair histoplasmose. Infecção é transmitida pelas fezes de morcegos e aves. Saiba mais

Na última semana, o município registrou pelo menos três casos de histoplasmose, micose sistêmica causada pela inalação de esporos de um fungo. Ao menos um destes pacientes, que estava internado no Hospital Municipal Raul Sertã, precisou ser transferido para a capital. Segundo informou a Secretaria de Saúde, todos os pacientes que apresentaram os sintomas estiveram no mesmo lugar, realizando um serviço de limpeza.

No Brasil, há microepidemias da doença, em grupos de pessoas infectadas em locais contaminados, como grutas habitadas por morcegos, galinheiros e pombais. Os locais com maior concentração estão nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, como Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Goiás.

De acordo com o Ministério da Saúde, na grande maioria dos casos, a pessoa entra em contato com o fungo, mas o sistema imunológico, a defesa do corpo, “dá conta” do agente. Mas para quem tem a imunidade já comprometida, o resultado pode ser diferente.

“Doença do morcego” ou “Doença das cavernas”

A infecção é transmitida pelas fezes de morcegos e aves, a partir do contato com solo contaminado, além de frutas ou árvores com partículas do fungo (Histoplasma capsulatum). Também costuma atingir agricultores, paisagistas, jardineiros, pessoas que trabalham na construção civil, com a criação de aves e o controle de pragas. A porta de entrada da doença é pelas vias respiratórias, se alojando no pulmão e, depois, podendo se espalhar para outras partes do corpo, por esse motivo, a infecção é conhecida popularmente como “doença do morcego” ou “doença das cavernas”

Neste momento, de acordo com o Município, cerca de 27 pessoas estão sob suspeita da histoplasmose, todas elas estão devidamente orientadas. Além disso, os Agentes de Combate à Endemias estão realizando o trabalho de conscientização e busca ativa de possíveis outros casos no município.

Não é contagiosa

Ainda segundo a Prefeitura, essa é uma zoonose que não é contagiosa, nem transmitida de uma pessoa para outra.

Os sintomas são: febre, calafrio, tosse seca persistente, dor no peito, fadiga, palidez, falta de ar, sudorese noturna e perda de peso.

Em relação ao tratamento, na maioria das vezes, a cura acontece de forma espontânea. Quando necessário, o uso de medicamentos antifúngicos é indicado.

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