Varíola dos macacos: mais três pessoas estão sob suspeita em Nova Friburgo

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Em entrevista ao EcoSerrano, Subsecretaria de Vigilância em Saúde reforça medidas de prevenção e tranquiliza população e esclarece dúvidas sobre a doença

No início da tarde desta segunda-feira, 15, a Prefeitura de Nova Friburgo confirmou o primeiro caso de varíola dos macacos no Município. Segundo informou o Executivo, o paciente é um homem entre 50 e 59 anos. Ainda de acordo com as informações da Prefeitura, o paciente está bem, em estado de recuperação e em isolamento.

Em contato com a subsecretaria de Vigilância em Saúde, Fabíola Penna, o EcoSerrano apurou que foram 10 casos notificados pelo Município, sendo seis deles descartados, três ainda esperam resultado, além da confirmação do primeiro caso.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a varíola dos macacos é transmitida pelo vírus monkeypox, que pertence ao gênero orthopoxvirus. É considerada uma zoonose viral, o vírus é transmitido aos seres humanos a partir de animais, com sintomas muito semelhantes aos observados em pacientes com varíola, embora seja clinicamente menos grave. O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias, segundo a OMS.

Sintomas:

A OMS descreve quadros diferentes de sintomas para casos suspeitos, prováveis e confirmados. Passa a ser considerado um caso suspeito qualquer pessoa, de qualquer idade, que apresente pústulas (bolhas) na pele de forma aguda e inexplicável e esteja em um país onde a varíola dos macacos não é endêmica. Se este quadro for acompanhado por dor de cabeça, início de febre acima de 38,5°C, linfonodos inchados, dores musculares e no corpo, dor nas costas e fraqueza profunda, é necessário fazer exame para confirmar ou descartar a doença.

Casos considerados “prováveis” incluem sintomas semelhantes aos dos casos suspeitos, como contato físico pele a pele ou com lesões na pele, contato sexual ou com materiais contaminados 21 dias antes do início dos sintomas. Soma-se a isso, histórico de viagens para um país endêmico ou ter tido contato próximo com possíveis infectados no mesmo período e/ou ter resultado positivo para um teste sorológico de orthopoxvirus na ausência de vacinação contra varíola ou outra exposição conhecida ao vírus.

Casos confirmados ocorrem quando há confirmação laboratorial para o vírus da varíola dos macacos por meio do exame PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) em tempo real e/ou sequenciamento.

O nome monkeypox se origina da descoberta inicial do vírus em macacos em um laboratório dinamarquês em 1958. O primeiro caso humano foi identificado em uma criança na República Democrática do Congo em 1970. Atualmente, segundo a OMS esclareceu, a maioria dos animais suscetíveis a este tipo de varíola são roedores, como ratos.

Formas de transmissão

“Ao surgirem os primeiros sintomas, as pessoas precisam se colocar em isolamento, evitar ao máximo o contato com outras pessoas, principalmente em ambiente domiciliar onde há maior chance de contágio. É importante separar talheres, roupa de cama, louça, entre outras medidas. Em caso de confirmação o tempo de isolamento pode ser de até 21 dias, como preconiza a OMS”, explicou Fabíola. Segundo a subsecretária, somente após as protuberâncias na pele “secarem” e a “casquinha” sumir, o paciente não corre mais risco de transmitir a doença e poderá ter vida normal.

A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama, etc. E, segundo o órgão de saúde, a transmissão de humano para humano está ocorrendo entre pessoas com contato físico próximo com casos sintomáticos.

O contato próximo com pessoas infectadas ou materiais contaminados deve ser evitado. Luvas e outras roupas e equipamentos de proteção individual devem ser usados ​​ao cuidar dos doentes, seja em uma unidade de saúde ou em casa.

“Pacientes oncológicos, com diabetes, portadores do vírus HIV, entre outros que estejam classificados como grupo de risco precisam redobrar a atenção”, alertou Fabíola que completou dizendo que, até o momento, a doença apresentou um risco de letalidade baixo, mas reforçou a importância das medidas de prevenção (veja no final do texto).

O surto de varíola dos macacos, que já foi confirmado em 16 países e várias regiões do mundo, ainda pode ser controlado e a OMS garantiu que o risco de transmissão é baixo.

Vacinas

A vacinação contra a varíola tradicional é eficaz também para a varíola dos macacos, mas a OMS explicou que pessoas com 50 anos ou menos podem estar mais suscetíveis já que as campanhas de vacinação contra a varíola foram interrompidas pelo mundo quando a doença foi erradicada em 1980.

A agência trabalha na verificação dos estoques atuais de vacina da varíola para ver se precisam ser atualizados. A prevenção e o controle dependem da conscientização das comunidades e da educação dos profissionais de saúde para prevenir a infecção e interromper a transmissão.

Prevenção

– Uso de máscara perto de pessoas com suspeita ou contaminadas

– Evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que estejam com lesão na pele

– Higienizar as mãos com frequência

– Não compartilhar roupas de cama, banho, talheres e objetos pessoais.

Fontes
Instituto Butantan
Organização das Nações Unidas (ONU) – Escritório Brasil
ONU News

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