Zé Alexandre, presidente do IPPM, fala sobre o uso da tecnologia para melhorar os serviços públicos de Nova Friburgo.

Semáforos, câmeras e menos filas: a transformação defendida para Friburgo

Presidente do IPPM defende tecnologia aplicada à mobilidade, à segurança e aos serviços públicos, mas coloca as pessoas no centro do projeto

Nova Friburgo tem universidades, profissionais qualificados, empreendedores e uma população acostumada a conviver com os desafios de uma cidade que cresceu entre montanhas. Para Zé Alexandre, presidente do Instituto de Políticas Públicas Municipais (IPPM), esses elementos podem formar a base de uma transformação que ainda parece distante para muita gente: tornar o município uma cidade inteligente. O assunto foi apresentado no novo episódio do quadro semanal “Nova Friburgo de A a Zé”, publicado nas redes sociais de Zé Alexandre. Ex-secretário de Turismo de Maricá, ele defendeu que a tecnologia seja usada para enfrentar problemas concretos da cidade, e não apenas como símbolo de modernidade. “Uma cidade inteligente não é a que tem mais tecnologia. É a que usa a tecnologia para cuidar melhor das pessoas”, afirmou. A ideia passa longe de simplesmente espalhar equipamentos eletrônicos pelas ruas. Na visão apresentada por Zé Alexandre, o ponto de partida deve ser a necessidade da população. A tecnologia entraria como uma ferramenta para reduzir filas, melhorar deslocamentos, ampliar a capacidade de planejamento e permitir respostas mais rápidas do poder público.

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Semáforos que acompanham o trânsito

Um dos exemplos citados no episódio foi a instalação de semáforos inteligentes. Diferentemente dos equipamentos programados apenas com tempos fixos, esses sistemas podem utilizar informações sobre o fluxo de veículos para ajustar a abertura e o fechamento dos sinais. Em uma cidade marcada por vias estreitas, poucas alternativas de deslocamento e engarrafamentos frequentes em determinados horários, o uso dessas informações poderia ajudar no planejamento da mobilidade. A proposta apresentada no vídeo, porém, não foi acompanhada de um projeto técnico, orçamento ou prazo de implantação. Zé Alexandre também mencionou o uso de câmeras e centros de monitoramento como apoio à segurança pública. Esses equipamentos podem permitir um acompanhamento mais amplo das ruas e auxiliar na resposta a ocorrências, desde que façam parte de uma estrutura capaz de interpretar as imagens e agir diante das situações registradas.

Serviços municipais sem filas e papelada

Outra frente defendida pelo presidente do IPPM é a digitalização dos serviços públicos municipais. A proposta é permitir que procedimentos hoje dependentes de atendimento presencial possam ser realizados pela internet, reduzindo deslocamentos, filas e burocracia. O impacto seria sentido principalmente por quem precisa perder parte do dia para entregar um documento, acompanhar um pedido ou buscar uma informação que poderia estar disponível de forma digital. A modernização também permitiria que a administração pública reunisse dados sobre as demandas mais frequentes dos moradores. Com essas informações, seria possível identificar problemas recorrentes, regiões com maior necessidade de atendimento e serviços que precisam de reforço. Isso não significa, porém, abandonar o atendimento presencial. Parte da população ainda enfrenta dificuldades de acesso à internet ou de uso das ferramentas digitais. Uma cidade realmente voltada às pessoas precisaria modernizar os serviços sem fechar as portas para quem necessita do contato direto com os órgãos públicos.

Potencial existe; transformação depende de planejamento

No episódio, Zé Alexandre argumenta que Nova Friburgo possui condições favoráveis para avançar nesse modelo. Entre os diferenciais citados estão as universidades, os profissionais especializados, os empreendedores e a capacidade da própria população de participar da construção de soluções. “O desafio é planejar, inovar e colocar a tecnologia a serviço da população”, ressaltou. A transformação defendida por ele exigiria integração entre diferentes áreas da Prefeitura, infraestrutura tecnológica, servidores capacitados, proteção dos dados pessoais e recursos para implantação e manutenção dos sistemas. Esses pontos não foram detalhados no vídeo. O conceito de cidade inteligente apresentado no quadro funciona, portanto, como uma proposta para o futuro da gestão municipal, e não como o anúncio de um programa já aprovado ou em execução. Ao encerrar o episódio, Zé Alexandre resumiu a mensagem que pretende levar ao debate público: “Uma cidade inteligente não é a cidade do futuro. É a cidade que começa a tomar as decisões certas hoje.” O quadro “Nova Friburgo de A a Zé” é publicado semanalmente nas redes sociais do presidente do IPPM. A série aborda ideias, experiências e possíveis soluções para diferentes áreas do município.

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