Ingressos se esgotaram rapidamente e frustrou uma legião de fãs. No Rio de Janeiro, erros no sistema de compras virtuais teriam acarretado problemas, também, na fila para compra física e causado tumulto generalizado.
A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva e Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital instaurou, na última terça-feira, 7, um Inquérito Civil para apurar supostas irregularidades relacionadas à venda de ingressos para o show do grupo musical RBD, marcado para novembro, no Engenhão.De acordo com representações formuladas junto à Ouvidoria Geral do MPRJ, erros sistêmicos na aquisição de ingressos virtuais culminaram na perda da compra dos ingressos, o que gerou desorganização e desrespeito à ordem da fila de compra nas bilheterias físicas, localizadas na Jeunesse Arena, na Barra, além de tumulto generalizado.A portaria de instauração do Inquérito Civil relata que os fatos descritos são passíveis de investigação e repressão por meio das medidas judiciais e extrajudiciais, já que violariam direitos coletivos. O documento destaca que, de acordo com o CDC, o serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar, levando-se em conta o modo do seu fornecimento e os resultados e os riscos que dele se esperam, também sendo considerada nula, de pleno direito, a cláusula contratual relativa ao fornecimento de serviços que deixe ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato.Entre as diligências determinadas estão o envio de ofício à empresa Eventim Brasil São Paulo Sistemas e Serviços de Ingressos Ltda., responsável pela comercialização dos ingressos, para que, no prazo de 30 dias, esclareça se procedem as reclamações e, em caso positivo, os motivos que ocasionaram a desordem na venda dos bilhetes.Além disso, a Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj e o Procon também foram oficiados para que, no mesmo prazo, informem sobre a existência ou não de reclamação e/ou procedimento administrativo instaurado referente ao fato investigado.Redes Sociais do EcoSerrano