Mapa mostra tremor de magnitude 2,3 entre Petrópolis e Duque de Caxias

Baixada Fluminense e região serrana registram tremor de terra

O registro divulgado pelo Centro de Sismologia. Veja todas as informações

Enquanto a maior parte dos moradores dormia ou encerrava a rotina de terça-feira (25), equipamentos da rede sismológica identificaram um pequeno movimento no solo na região da Serra Velha da Estrela, entre Petrópolis e Duque de Caxias.

O tremor de magnitude 2,3 foi registrado por volta das 22h45, no horário de Brasília. A ocorrência foi determinada pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo, em trabalho conjunto do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas e do Instituto de Energia e Ambiente.

Apesar de a palavra “tremor” provocar preocupação, o evento é classificado como microssismo. Abalos dessa intensidade raramente são percebidos pela população e, segundo a Defesa Civil de Petrópolis, não são considerados significativos pela rede sismológica brasileira.

Não foram informados danos, pedidos de atendimento ou relatos confirmados de moradores que tenham sentido o movimento.

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Profundidade de 0 km não significa tremor na superfície

O registro divulgado pelo Centro de Sismologia apresenta profundidade de zero quilômetro. Esse dado não significa que o evento tenha ocorrido exatamente na superfície.

A própria Universidade de São Paulo explica que o valor “0 km” é utilizado quando os instrumentos identificam um sismo raso, possivelmente ocorrido entre zero e dez quilômetros de profundidade, mas não existem informações suficientes para calcular o ponto exato.

A instituição também alerta que as localizações apresentadas podem sofrer ajustes. Mesmo após a revisão dos dados, diferentes instituições podem registrar pequenas variações na magnitude e na posição do evento.

Por isso, a referência à divisa entre Petrópolis e Duque de Caxias indica a região estimada do tremor, e não necessariamente um ponto geográfico definido com precisão absoluta.

Por que pequenos tremores acontecem no Brasil?

O Brasil está localizado no interior da Placa Sul-Americana, distante das principais áreas de encontro entre placas tectônicas responsáveis pelos terremotos mais fortes registrados em outras partes do continente.

Isso não significa, porém, que o território brasileiro seja completamente livre de atividade sísmica. Pequenos abalos podem ocorrer devido a acomodações de tensões acumuladas em antigas estruturas e falhas geológicas.

Conforme as informações divulgadas sobre o registro, alguns eventos também podem estar relacionados a atividades humanas, como detonações, obras ou mineração. Não há, no entanto, confirmação sobre a causa específica do tremor identificado na Serra Velha da Estrela.

Magnitude 2,3 representa baixo potencial de impacto

A magnitude mede a energia liberada durante um evento sísmico. Quanto maior o número, maior tende a ser a energia envolvida, embora os efeitos percebidos na superfície também dependam da profundidade, da distância e das características do solo.

Um evento de magnitude 2,3 está na faixa dos microssismos. Em condições normais, tremores desse tamanho são captados pelos equipamentos de monitoramento, mas podem passar despercebidos pelas pessoas.

Com base nas informações divulgadas pelo Centro de Sismologia e pela Defesa Civil, não houve indicação de que o abalo tenha representado risco significativo para Petrópolis, Duque de Caxias ou municípios próximos.

A ocorrência passa a integrar o monitoramento da Rede Sismográfica Brasileira, responsável por acompanhar eventos sísmicos em diferentes regiões do país.

Telefones úteis

Defesa Civil: 199
Para comunicar rachaduras, danos em estruturas, movimentações de terra ou outras situações de risco.

Corpo de Bombeiros: 193
Para salvamentos, desabamentos e emergências com vítimas.

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