Presidente do Instituto de Políticas Públicas Municipais se reúne com ministérios para captar investimentos na região serrana
O presidente do PT de Nova Friburgo e fundador do Instituto de Políticas Públicas Municipais, Zé Alexandre, cumpriu uma agenda de quatro dias em Brasília entre 15 e 18 de junho. A viagem teve como objetivo aproximar pautas de Nova Friburgo, da Região Serrana e do interior fluminense de ministérios, órgãos federais e entidades ligadas ao municipalismo.A movimentação política, porém, ainda está no campo da articulação. As reuniões abrem portas, mas não significam, por si só, liberação de recursos, assinatura de convênios ou execução imediata de projetos. Para a população, especialmente em áreas sensíveis como saúde, mobilidade, turismo e infraestrutura, o que importa é saber se essas conversas vão se transformar em entregas concretas.
A agenda começou no Ministério da Saúde, onde foram discutidas demandas ligadas ao Hospital do Câncer de Nova Friburgo, à APAE e a mecanismos de convênios e repasses federais voltados aos municípios da Região Serrana.Zé Alexandre também participou de reuniões na Secretaria Especial de Assuntos Federativos, Embratur, Ministério do Turismo, Ministério do Esporte e Ministério das Cidades. Segundo a articulação apresentada, os encontros trataram de turismo regional, esporte comunitário, desenvolvimento urbano, mobilidade e acesso a programas federais.O ponto central, agora, é acompanhar se essas agendas resultarão em projetos formalizados, captação de recursos ou encaminhamentos oficiais para Nova Friburgo e cidades vizinhas.
Tarifa zero e transporte público também foram discutidos
Durante a passagem por Brasília, Zé Alexandre participou do seminário nacional “Tarifa Zero no Brasil: desafios, expectativas e perspectivas”, promovido pela Revista Fórum.O tema é especialmente sensível para municípios do interior, onde o transporte público enfrenta reclamações recorrentes sobre preço, oferta de linhas, qualidade do serviço e dificuldade de deslocamento entre bairros, distritos e regiões centrais.A discussão sobre tarifa zero ainda está longe de uma aplicação simples. Envolve custo, fonte de financiamento, modelo de concessão, capacidade orçamentária dos municípios e decisão política. Por isso, o debate pode render propostas, mas depende de estudos técnicos e viabilidade financeira.
Aproximação com Brasília não substitui cobrança por resultado
A viagem também incluiu passagem pela Associação Brasileira de Municípios, onde foram discutidas possibilidades de cooperação e fortalecimento da representação dos municípios junto ao Governo Federal.Zé Alexandre ainda se reuniu com o ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, em encontro voltado à ampliação da interlocução política entre Brasília e municípios fluminenses.A presença em ministérios e entidades nacionais pode dar visibilidade às demandas da Região Serrana, mas a avaliação pública tende a depender dos próximos passos: quais projetos serão protocolados, quais terão apoio federal, quais valores poderão ser captados e quais municípios serão efetivamente beneficiados.Em Nova Friburgo, pautas como saúde regional, mobilidade urbana, turismo e desenvolvimento econômico já aparecem há anos no discurso político. A diferença, daqui para frente, será medir se a agenda em Brasília ficará apenas no campo institucional ou se terá consequência prática para a população.